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quarta-feira, janeiro 14, 2026
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PAU D’ARCO: Posseiros voltam a ocupar fazenda Santa Lúcia após um ano da chacina

PARÁ

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A chacina que deixou 10 mortos em Pau D’arco, sudeste do estado, completa nesta quinta-feira (24) um ano. Cerca de 70 famílias voltaram a ocupar a fazenda Santa Lúcia e a situação é tensa no local. Os 15 policiais acusados de participar das mortes estão presos. A Tv Liberal teve acesso ao trecho do depoimento de um dos policiais envolvidos na chacina.

A área de quase seis mil hectares foi batizada como acampamento ‘Jane Júlia’, em homenagem a única mulher entre as dez vítimas da chacina. Muitos posseiros já começaram a transformar os lotes em pequenas propriedades rurais. No local foram feitas plantações de alguns grãos, um poço e até um criadouro de gado.

As famílias temem por novos conflitos. Após a execução de dez posseiros um ano atrás, outros dois sem terras foram assassinados. Os ocupantes afirmam que a principal causa de desentendimentos é a incerteza sobre a regularização das terras.

Os donos da fazenda Santa Lúcia aceitaram vender as terras para o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), no valor de 22 milhões de reais, mas a negociação ainda está em análise pelo governo federal. Neste mês de maio a justiça determinou a reintegração de posse da fazenda, a ordem pode ser cumprida a qualquer momento.

Depoimento

Uma capela está sendo construída no local onde aconteceu a chacina. Os posseiros foram assassinados durante uma operação para cumprir mandados de prisão contra suspeitos da morte de um vigilante. A perícia concluiu que os sem terras foram executados. 17 policiais militares e civis foram denunciados pelo MP, desse total, 15 estão presos e dois respondem em liberdade porque fizeram acordo de delação premiada.

Em depoimento a justiça um dos policiais civis que decidiu colaborar com as investigações, admitiu ter atirado em dois posseiros que já estavam rendidos.

A justiça do Pará vai decidir se os réus vão a júri popular. A Polícia Federal investiga se as mortes foram encomendadas. A Anistia Internacional soltou uma nota cobrando com urgência as investigações da chacina. Sobre a nova ocupação dos posseiros, o Mistério Público do Estado (MPE), afirmou que não faz sentido retirar as famílias se há um processo em andamento no Incra para compra da fazenda. O Estado e a Defensoria Pública informou que vem buscando instrumentos de conciliação para oferecer de forma mais rápida apoio as famílias envolvidas no caso.

Os donos da fazenda Santa Lúcia negam participação nas mortes e dizem que estão a disposição das autoridades. Os policiais denunciados também negam as acusações. (G1)

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