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quinta-feira, janeiro 8, 2026
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PARAUAPEBAS: Saneamento muda de mãos. Sai SAAEP entra Águas do Pará com promessa de universalização

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A operação dos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário na área urbana de Parauapebas entrou em uma nova fase nesta segunda-feira (5), com a transferência definitiva da gestão para uma concessionária privada, a Águas do Pará, do grupo Aegea, vencedora do leilão de concessão promovido pelo Governo do Estado. A mudança encerra a atuação direta do serviço municipal na zona urbana, que passa a concentrar esforços apenas na área rural. O novo modelo promete acelerar investimentos, ampliar redes e cumprir metas de universalização previstas no Novo Marco Legal do Saneamento, com prazos que se estendem até 2039.

A partir de agora, a Águas do Pará passou a operar 100% dos serviços de água e esgoto na zona urbana de Parauapebas, substituindo o SAAEP nessa área.

O SAAEP não acaba, mas fica responsável apenas pela zona rural, atendendo vilas, assentamentos e comunidades fora da área urbana.

Na prática, a concessão prevê um pacote robusto de investimentos de longo prazo, incluindo ampliação da rede de água, expansão do esgotamento sanitário, construção de novas estações de tratamento e melhorias operacionais para reduzir rodízios, falhas de pressão e perdas no sistema. A concessionária anunciou um plano inicial de curto prazo para atacar gargalos históricos em bairros com abastecimento irregular, apostando em ganhos graduais de eficiência como vitrine do novo modelo.

Apesar das promessas, a transição levanta questionamentos legítimos. A experiência brasileira com concessões de saneamento mostra que resultados dependem menos do discurso inicial e mais da execução contínua, da fiscalização efetiva e da transparência sobre tarifas, prazos e metas intermediárias. O risco de frustração surge quando expectativas de soluções rápidas não se confirmam, especialmente em cidades onde problemas estruturais se acumularam por décadas e exigem obras complexas, caras e demoradas.

Outro ponto sensível é o equilíbrio entre investimento privado e custo para o usuário. O contrato prevê que a remuneração da concessionária virá das tarifas pagas pela população, o que reforça a necessidade de acompanhamento rigoroso para evitar aumentos descolados da melhoria real do serviço. A mudança, portanto, representa uma aposta de alto impacto: pode marcar um salto histórico na cobertura de água e esgoto ou se tornar mais um capítulo de promessas que só o tempo, os indicadores e a experiência cotidiana da população poderão confirmar.

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