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quarta-feira, março 11, 2026
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Operações federais reduzem quase 99% do garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami

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A intensificação das operações de combate ao garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami tem alterado de forma significativa a dinâmica da atividade clandestina na região amazônica. Relatos colhidos em investigações da Polícia Federal indicam que o acesso ao território se tornou cada vez mais difícil para garimpeiros, reflexo do aumento da presença do Estado e da ampliação das ações de fiscalização. A mudança ocorre após dois anos de operações contínuas voltadas a conter a exploração ilegal que, por décadas, pressionou comunidades indígenas e o meio ambiente.

A estratégia adotada combina monitoramento por satélite, controle aéreo e operações terrestres e fluviais em rios estratégicos da região, como Uraricoera e Mucajaí. A atuação integrada reúne instituições como Força Nacional de Segurança Pública, Fundação Nacional dos Povos Indígenas, Ibama e as Forças Armadas, que passaram a operar bases permanentes em pontos considerados sensíveis do território. O monitoramento também conta com análises geoespaciais realizadas pelo Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia, que identifica pistas clandestinas, acampamentos e rotas logísticas utilizadas para abastecer a mineração ilegal.

Dados operacionais apontam que, entre 2024 e março de 2026, foram realizadas mais de 9,6 mil ações de repressão ao garimpo ilegal dentro da área indígena. Nesse período, as operações resultaram na inutilização de centenas de acampamentos e motores utilizados nas frentes de mineração, além da apreensão de grandes quantidades de ouro e mercúrio. Estimativas oficiais indicam prejuízos superiores a R$ 663 milhões às estruturas que sustentavam a atividade clandestina.

O efeito mais visível das operações é a redução expressiva da área de garimpo ativo no território, que caiu cerca de 98,9% no intervalo de dois anos. Especialistas apontam que a combinação entre presença permanente de equipes de fiscalização, bloqueio das rotas de abastecimento e monitoramento tecnológico tem sido determinante para conter o avanço da mineração ilegal e ampliar a proteção ambiental e territorial na região amazônica.

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