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quarta-feira, março 11, 2026
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Operação que aconteceu no Bico, prendeu 8 pessoas e cerca de 500 CNHs podem ter sido fraudadas

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Uma operação da Polícia Civil do Tocantins revelou um suposto esquema de fraudes na emissão de Carteiras Nacionais de Habilitação (CNHs) no estado e resultou, até o momento, na prisão de oito pessoas. A investigação, batizada de Operação Sinal Vermelho, também colocou sob análise cerca de 500 habilitações que podem ter sido obtidas de forma irregular, segundo informações apresentadas nesta quarta-feira (11) em coletiva realizada na Delegacia Regional de Araguaína.

As diligências foram conduzidas pela 3ª Divisão Especializada de Repressão ao Crime Organizado e envolveram o cumprimento de 59 mandados de busca e apreensão e dez ordens de prisão expedidas pela Justiça. As prisões ocorreram em cidades do norte e centro do Tocantins, como Araguaína, Araguatins, Augustinópolis e Guaraí. Mandados também foram executados em Palmas, Sítio Novo do Tocantins, Ananás e na cidade de Imperatriz.

As investigações começaram após uma denúncia anônima recebida pela Delegacia Especializada de Repressão a Furtos e Roubos de Veículos Automotores e avançaram com apoio técnico do Departamento Estadual de Trânsito do Tocantins e do núcleo de papiloscopia da Polícia Civil. De acordo com os investigadores, foram identificadas adulterações e inserções de dados falsos em sistemas utilizados durante o processo de emissão das habilitações, o que teria permitido a concessão irregular do documento.

Segundo a apuração policial, o esquema atuava em diversas etapas do processo de habilitação, incluindo registros de exames médicos e psicológicos, lançamentos de dados e validação de provas teóricas e práticas. Em alguns casos, candidatos teriam pago valores de até R$ 4,5 mil para obter o documento sem frequentar aulas, realizar avaliações ou cumprir as exigências previstas na legislação. Há ainda indícios de participação de profissionais ligados a clínicas médicas e psicológicas, instrutores de autoescolas, avaliadores e pessoas com acesso a sistemas utilizados no processo.

Ao todo, cerca de 200 policiais civis participaram das diligências que mobilizaram diferentes unidades especializadas e delegacias regionais. Os suspeitos detidos foram encaminhados para unidades prisionais e permanecem à disposição da Justiça. Paralelamente, a Polícia Civil segue analisando as cerca de 500 habilitações suspeitas, que podem ser alvo de procedimentos administrativos e judiciais caso sejam confirmadas irregularidades.

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