As obras de ampliação do hospital da Santa Casa de Misericórdia do Pará deverão ser concluídas até o final de março, após os serviços de climatização e instalação elétrica. A Secretaria de Estado de Obras Públicas (Seop), responsável pela execução do projeto, já fez a alimentação da rede elétrica no bloco 43 (a maternidade), e está realizando os testes nos pavimentos.
De acordo com o titular da Seop, Joaquim Passarinho, o moderno sistema de climatização vai garantir conforto, segurança e eficiência nas dependências e serviços oferecidos na Santa Casa. O acesso aos ambientes será informatizado, com cartões pessoais de autorização de entrada. “Todo o complexo será alimentado por uma central de geração de energia, com capacidade para 4 mil KVA, o equivalente ao abastecimento de duas mil casas populares”, disse o secretário.
Joaquim Passarinho informou que o novo prédio terá 21.955,32 metros quadrados de área construída, incluindo as alterações feitas no térreo e no 7º pavimento. “Atendendo à solicitação da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), o 7º pavimento vai abrigar agora o centro cirúrgico (com quatro salas), enfermaria, UTI infantil e UTI Neonatal. No projeto original, ali ficaria um auditório e uma área de ampliação”, acrescentou.
Após a conclusão das obras, nas quais foram investidos mais de R$ 100 milhões e mobilizados cerca de 300 profissionais, a Santa Casa ficará entre os melhores hospitais do Brasil. “O projeto foi executado dentro das mais modernas técnicas de engenharia e arquitetura hospitalar”, ressaltou Joaquim Passarinho. A previsão, disse ele, é que até junho a Santa Casa seja entregue à população. “Vamos entregar à Sespa no final de março. A partir daí, a finalização, como colocação de equipamentos e mobílias, é de competência da direção da Santa Casa”, informou.
Heliponto
A nova maternidade terá capacidade para 332 leitos e 64 berços. Para atender os oito andares serão colocados dois elevadores para maca/emergência, dois para serviço, dois para passageiros e um para atender o heliponto. O bloco 44, com 2.497,26 metros quadrados de área construída, abrigará a cozinha, o refeitório e a lavanderia. A UTI Pediátrica ficará no bloco 35, que tem 1.151,93 metros de área construída.
No andar térreo ficarão as salas de tomografia, mamografia, raio-X, consultórios, ultrassonografia, ressonância magnética e de observação, com 21 leitos, sendo 16 para observação, um para isolamento e quatro para emergência.
O 1º pavimento vai abrigar a UTI Adulto, a obstetrícia e a UTI neonatal – com 40 leitos, sendo quatro para isolamento -, três salas cirúrgicas e uma para curetagem. A administração ficará no 2º pavimento. Já no 3º ficarão os berçários, com 16 leitos para o Programa Mãe Canguru, 64 berços (quatro para isolamento) e o Banco de Leite.
Os 4º, 5º e 6º pavimentos abrigarão as enfermarias. “Serão 186 leitos, com seis para isolamentos”, disse Joaquim Passarinho, acrescentando que “no 8º ficarão, além do heliponto, as placas de energia solar e os reservatórios de água”. “Colocamos placas solares, que alimentarão as máquinas usadas no aquecimento da água para higiene de pacientes, servidores e acompanhantes. Haverá o reaproveitamento da água da chuva na descarga dos vasos sanitários na nova maternidade”, contou o secretário.
Com o investimento na revitalização do espaço físico, a Santa Casa passará a ser o único hospital no Pará, com atendimento inteiramente garantido pelo Sistema Único de Saúde (SUS), equipado com heliponto, para acelerar o atendimento a pacientes graves transportados em helicóptero do interior para a capital. (Clara Costa)




