Segundo a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), 1.696 pacientes estão na fila de espera por um transplante de órgãos, mas o número de doadores diminuiu no estado. Segundo a Sespa, a cada um milhão de habitantes do Pará, 2,9 se declaravam doares de órgãos no ano de 2012, número que reduziu para 2,5 em 2013.
O sistema de saúde do Pará é habilitado a realizar transplantes de rins e de córneas, e a queda no número de doações preocupa as autoridades, segundo a técnica Telma Souza da Silva, da Central de Transplantes do Pará. “O número de doadores não atende à necessidade daqueles que necessitam de transplante”, diz Telma.
Para a coordenadora da Central, Irecê Miranda, a conscientização é fundamental no processo de captação de doadores. “A população mal informada não é doadora de órgãos. Ela tem que entender direito o processo, tem que ser muito bem informada para que aceite a doação”, afirma a coordenadora.
Mesmo com mais de 1.600 pessoas, a fila não garante o transplante da órgão. Na ocorrência de um doador, os pacientes da fila passam por exames que apontam os candidatos compatíveis com o órgão doado. “Eu fui chamado umas quatro vezes, entrei na fila, e quando chamam são 10 pessoas. Dessas 10 ficam duas que são compatíveis, e até hoje eu não cheguei ainda a ser compatível com um rim”, conta Ciro Raimundo, paciente de 60 anos que está há quatro anos na fila para receber um rim.
Para Jorge Minowa, que recebeu um rim transplantado há 44 dias, os pacientes precisam manter a esperança. “Por 14 anos eu esperei. E meus amigos também, que eles não percam a esperança, que eles continuem esperando que um dia vai sair”, diz Jorge.
De acordo com a coordenação Estadual de Transplantes, até o final de 2014 serão criadas duas equipes de procura e captação de órgãos para atuar nos municípios de Belém e Santarém, no oeste do estado (G1 PA).




