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segunda-feira, janeiro 19, 2026
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Médicos ameaçam paralisar no PA

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Os médicos anestesiologistas prometem suspender as atividades nos dois Prontos-Socorros Municipais de Belém e no Hospital de Mosqueiro, a partir da próxima semana. A paralisação é provocada devido aos atrasos de pagamentos por parte da prefeitura, que desde maio não paga o convênio com a Cooperativa de Médicos Anestesiologistas para garantir os serviços de anestesia na rede pública de saúde.

De acordo com a Coopanest-PA, a prefeitura não pagou os honorários médicos referentes aos meses de novembro e dezembro de 2011 – deixadas pela gestão anterior – e também os honorários do mês de dezembro de 2012. No total, a Prefeitura de Belém deve aos médicos Anestesiologistas cerca de um milhão e meio de reais.

O presidente da Coopanest-PA Luis Paulo Mesquita ressalta que esta situação causou insatisfação entre os Anestesiologistas e caso a decisão de suspender as atividades seja levada adiante, os pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) serão os mais prejudicados, pois até as cirurgias poderão ficar comprometidas.

Somente em Belém, a Coopanest-PA dispõe de aproximadamente 150 anestesiologistas. A maioria deles presta serviço nos prontos-socorros e unidades que atendem urgência e emergência, o que inclui o Hospital Municipal de Mosqueiro. Nestas unidades, a dívida soma R$ 821.471,90 – valor referente somente aos meses de junho e julho deste ano, e inclui até os atendimentos ambulatoriais.

Ainda segundo os cálculos da cooperativa, o valor do débito da prefeitura referente aos meses de novembro e dezembro de 2011 é de R$ 479.460,00. A prefeitura também não pagou o mês de dezembro de 2012, cuja dívida está em R$ 214.160,06.

“A nossa planilha de cálculos já foi entregue a prefeitura, mesmo assim não se tem resposta”, reforça Luis Paulo. Segundo ele, os atrasos no pagamento do convênio se tornaram uma prática comum por parte da prefeitura. Tanto que no ano passado, a entidade precisou recorrer ao Ministério Público para cobrar o pagamento dos honorários. “Os colegas (anestesiologistas) ficam chateados porque acabam trabalhando e não recebem seus honorários”, comentou.

Em setembro de 2012, o Ministério Público do Estado do Pará e o Ministério Público Federal ajuizaram uma ação que obrigava a Sesma a regularizar os equipamentos dos prontos-socorros e a pagar as dívidas que tinha com a cooperativa. A reportagem tentou contato com a Secretaria Municipal de Saúde (Sesma), ontem a noite, para saber sobre os atrasos no pagamento do convênio com a Coopanest-PA, mas não tivemos resposta.

(Diário do Pará)

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