Primeiro vice-presidente do PMDB estadual e um dos que renunciaram, o ex-governador Marcelo Miranda, com a deputada estadual Josi Nunes e o ex-secretário Eudoro Pedrosa, disse ter feito nessa quarta-feira, 7, “uma romaria” por Brasília para discutir a situação do partido. Marcelo adiantou, “Estou à disposição do partido e preparado para assumir a presidência do PMDB se os companheiros quiserem e a direção nacional entender que é assim que deve ser”.
Marcelo negou a afirmação do presidente regional do PMDB, deputado federal Júnior Coimbra, para quem foram usadas informações “mentirosas” para que integrantes do diretório estadual do PMDB assinassem a renúncia.
Renunciaram os três ex-governadores do partido, Marcelo Miranda, Carlos Gaguim e Moisés Avelino; os membros Eudoro Pedrosa, João Leite, Derval de Paiva, Leomar Quintanilha, Igor Avelino, Osvaldo Reis e a deputada estadual Josi Nunes, além de outros nomes do diretório da sigla.
Conforme Marcelo, todos os membros que renunciaram sabiam o que estavam assinando. “Foi tudo feito de forma transparente e respeitosa, e as renúncias são irrevogáveis e irretratáveis”, garantiu o ex-governador.
Ele contou que esteve com o presidente nacional do PMDB, Valdir Raupp, e com o vice-presidente da República, Michel Temer. “O presidente nacional e nosso vice-presidente vêm nos apoiando, tratando muito bem, como tratam a todos os companheiros”, afirmou Marcelo.
O ex-governador disse que concorda com a declaração de Derval de Paiva. Segundo Derval, o PMDB do Tocantins precisa ser moralizado. “Sem dúvida alguma. Com todo respeito aos que estão aí, o PMDB precisa de um novo formato, independente de quem está à frente. Tem que mudar, não dá para ficar como está”, defendeu ele.
Para Marcelo, esse não é um pensamento exclusivo dele, mas do partido. “Temos que nos respeitar, mas que nos respeitem, procurem saber de nossa história antes de nos agredir”, recomendou o líder peemedebista.
O ex-governador elogiou a postura que a deputada Josi Nunes tem tido no episódio. “Tem se mostrado uma mulher de força e determinada”, definiu. E concluiu: “Não queremos confrontar ninguém, mas estamos dispostos a resolver essa situação do PMDB.” (Portal CT)




