O Governo do Estado teria dado um ultimato a todos os petistas que ocupam funções no Executivo. Para continuar no Governo terão que deixar o PT. Quem não quiser deixar o partido, terá que entregar o cargo. O relacionamento entre Governo e PT foi abalado quando o deputado estadual José Roberto assumiu à presidência do partido e anunciou o afastamento do governo de Marcelo Miranda (PMDB). Zé Roberto chegou a dizer que orientaria os petistas a deixarem seus cargos no Executivo. Mas o tempo foi passando e nada aconteceu. Agora é a vez do Governo cobrar uma posição dos petistas.
Dentro do PT, a decisão de se afastar do Governo não é unanimidade. Até as posições do partido na Assembleia são divididas. Os deputados José Roberto e Paulo Mourão mantêm-se independentes e votaram contra o Governo em matérias importantes. Já Amália Santana, a outra parlamentar petista, está na base do Governo.
Pensando na composição da base político/eleitoral, o Governo sabe que será muito difícil ter o apoio do PT em 2018. Um dos membros mais influentes no partido, Donizeti Nogueira, é suplente da senadora Kátia Abreu (PMDB). Uma vitória de Kátia na eleição ao Governo do ano que vem beneficiaria diretamente o PT, colocando Donizeti no Senado. Além disso, existe ainda a relação de amizade que Kátia construiu com a ex-presidente Dilma Rousseff. Isso tudo colocaria o PT na campanha de Kátia e não na campanha à reeleição de Marcelo Miranda. E o que o Governo não quer é “alimentar o boi do vizinho”. (Emerson Alencar – Coluna Antena Ligada/Jornal do Tocantins)




