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terça-feira, janeiro 27, 2026
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Mapeamento do artesanato do Pará já tem mais de 5 mil cadastros

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O artesanato produzido no Pará, além de ser ícone da cultura e atrativo turístico do estado, se consolida cada vez mais como fonte de emprego e renda para muitos paraenses que gradativamente expandem o mercado nacional e mundial. Pensando nisso, o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Trabalho, Emprego, e Renda (Seter), tem investido cada vez mais na produção e comercialização do artesanato local, com políticas públicas específicas para este setor.

Entre as ações de Governo de fomento ao artesanato paraense está o mapeamento dos artesãos e artefatos produzidos no estado. Já são mais de cinco mil cadastros de reconhecimento, realizados pela diretoria de Economia Solidária da Seter. Com o mapeamento, a secretaria consegue identificar as potencialidades e desenvolver ações específicas para o crescimento dos profissionais e do mercado local.

“Isso é o fruto de um trabalho muito bem desenvolvido pela nossa diretoria de Economia Solidária, que identificou os artesãos e com base nisso desenvolvemos uma política voltada para essas estratégias que envolvem qualificação, comercialização e divulgação dos artesanatos produzidos aqui. Hoje, na Seter, temos cerca de mil vagas em cursos de empreendedorismo que ensinam, entre outras coisas, como o artesão pode adquirir matéria prima de melhor qualidade e de melhores preços, além de treinamento em como comercializar aquilo que eles produzem”, explicou o titular da Seter, Celso Sabino.

A realização de feiras estaduais e regionais também está no Plano Estadual do Artesanato, desenvolvido pela Seter e entregue, no ano passado, ao governador do Estado, Simão Jatene, durante a primeira edição da Feira do Artesanato Estadual, realizada dentro da Feira do Artesanato Mundial (FAM), que juntas geraram mais de 200 mil negócios e movimentaram cerca de R$ 1,6 milhão, durante oito dias de evento.

Segundo Celso Sabino, secretário da Seter, a parceria com a FAM foi um sucesso. A integração de uma feira de artesanato local, fomentada pelo Governo do Estado, junto a uma feira de artesanato mundial foi uma iniciativa que gerou prêmios ao Pará e serviu de exemplo para outros estados brasileiros. “A parceria com a FAM tem sido uma coisa muito promissora. Primeiro quando nós idealizamos e demos todo o apoio para que os artesãos viessem pra cá, e depois, fomentando a integração do artesanato paraense com o artesanato mundial, que fez com que a feira do ano passado fosse um verdadeiro sucesso. Fomos elogiados nacionalmente. Estados como o Amazonas copiaram a nossa iniciativa. Vários artesãos paraenses ampliaram seus negócios e foram convidados a participar de feiras em outros estados e países”, contou Celso Sabino, titular da Seter.

A experiência está sendo repetida na segunda edição da Feira do Artesanato Mundial e Feira do Artesanato Estadual, que foi aberta neste sábado (16), no Centro de Convenções e Feiras da Amazônia – Hangar, e acontece até o próximo domingo (24). As feiras, que são realizadas no segundo semestre, ganharam uma edição extraordinária este ano, em homenagem ao Dia do Artesão, comemorado no dia 19 de março. A terceira edição deve acontecer em agosto deste ano, conforme o previsto no calendário da feira.

Para Charlton Gallisa, coordenador da FAM, é possível que o Pará tenha duas edições por ano da feira, a partir dessa experiência em homenagem ao artesão. Com o mercado externo de olho no que é produzido na Amazônia, as feiras que expõem produtos para o consumidor final são importantes vitrines para exportadores que têm condições de iniciar e até fechar negociações durante as rodas de negócios promovidas durante o evento.

“A feira atrai muitos exportadores que têm a oportunidade de conhecer em um único lugar vários tipos de artesanato e também de conversar diretamente com quem produz. A própria FAM faz negócio com os expositores que têm potencial de enviar peças para o mercado internacional. Na feira que vamos produzir na França este ano foram solicitados produtos brasileiros, mas entre as especificações, foram citados artesanatos genuinamente amazônicos, como a cerâmica, e nós estamos aproveitando a feira pra fazer essa pré-seleção”, contou o coordenador da FAM, Charlton Gallisa.

Negócios

Foi a facilidade de encontrar tudo em um só lugar que levou o empresário Fabrizio Guaglianone, que tem uma empresa de exportação de artesanato, a visitar a FAM. Apesar do foco da empresa ser a cerâmica marajoara, a possibilidade de diversificar os produtos e conhecer de perto outros fornecedores atraiu a atenção do empresário, que acredita que o artesanato é um bom negócio. “É muito bom ver que os artesãos estão sempre criando e se profissionalizando cada vez mais. Feiras como essa possibilitam que a gente afine o contato com os artesãos e amplifique a possibilidade de negócios. E o melhor disso tudo é que a cultura do nosso estado é mantida através do trabalho dessas pessoas”, afirmou Fabrizio Guaglianone.

O artesão Levi Cardoso, que pela segunda vez participa do evento, disse que a iniciativa do Governo do Estado em promover o artesanato local é uma importante alavanca para os artesãos que muitas vezes não têm recursos para participar de exposições desse porte. “Na FAM do ano passado consegui fechar vários negócios, como o fornecimento de embalagens especiais para uma marca de azeite de oliva produzido em Manaus, que é nosso cliente até hoje. Também conseguimos clientes aqui no estado, além dos inúmeros convites para outras feiras como esta. Esse formato deu muito certo, porque o volume de contratos gerados na roda de negócios é o principal diferencial para os expositores como eu”, contou o artesão Levi Cardoso.

A Feira do Artesanato Mundial e a Feira do Artesanato Estadual são realizadas em parceria com o Governo do Estado, por meio da Seter, e têm o apoio da Companhia Paraense de Turismo (Paratur), Instituto de Artes do Pará (IAP), Secretaria de Estado de Turismo (Setur), Secretaria de Estado, Indústria, Comercio e Mineração (Seicom), Proz Paz, Curro Velho e Sebrae. O espaço é aberto ao público de 15h às 22h, com ingressos à R$ 5. (Dani Filgueiras)

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