A senadora Kátia Abreu (PMDB-TO) utilizou nesta terça-feira (1º) seu perfil no Twitter para colocar mais um ingrediente na divisão do partido em relação ao apoio ao presidente Michel Temer. Pela rede social, a parlamentar peemedebista criticou a suposta articulação do presidente do PMDB, Romero Jucá (RR), para expulsá-la da sigla.
Em tom de ironia, a senadora cobrou a expulsão da “turma da tornozeleira” da sigla.
Reportagem da semana passada da revista “Veja” afirmou que Jucá estaria montando uma estratégia para tirar Kátia Abreu e Roberto Requião (PR) do PMDB. Os dois parlamentares fazem parte da ala peemedebista no Senado que é contrária a Michel Temer.
No fim de semana, Requião e Jucá chegaram a trocar ofensas em vídeos divulgados nas redes sociais.
Pelo Twitter, Kátia Abreu disse que ela e Requião são usados por Jucá para “amedrontar” deputados do PMDB nesta quarta-feira (2), quando está prevista a análise, pela Câmara, da denúncia por crime de corrupção passiva contra Temer.
Ela citou o ex-ministro Geddel Vieira Lima (BA), que cumpre prisão domiciliar em Salvador, e o ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha (RJ), preso em Curitiba.
“Jucá reúne Executiva para pedir minha expulsão e de Requião do partido. E a [expulsão da] turma da tornozeleira não vai pedir. Vai convidar Cunha e Geddel?”, ironizou Kátia Abreu.
“Vai pedir nossa expulsão por falar a verdade? Ou porque não consegue explicar as malas de dinheiro? Esta é a política brasileira. Estão cegos”, completou Kátia Abreu.
Renan e Braga
Em outra postagem, Kátia Abreu afirmou que falta “coragem” a Jucá para pedir a expulsão de outros senadores contrários a Michel Temer. Ela se referiu a Renan Calheiros (AL) e Eduardo Braga (AM), que também têm feito duras críticas ao Palácio do Planalto.
“E a expulsão de Renan e Eduardo Braga não tem coragem de pedir, por quê? Estão fazendo a mesma oposição a Temer que nós [Kátia e Requião. Coragem homem!”, declarou Kátia Abreu.
A peemedebista também disse que Temer e seus aliados “poderão vencer” na análise da denúncia nesta quarta, mas que “não vencerão sempre”. (G1)




