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quinta-feira, janeiro 22, 2026
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Indígenas ocupam o campus da UFPA em Altamira

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O grupo de índios que ocupa desde a quarta-feira (10) a sede da Funai em Altamira, no sudoeste do Pará, passou a ocupar também o campus da Universidade Federal do Pará (UFPA) do município, que fica no mesmo terreno. Os indígenas dormem em redes nos corredores da instituição e passam o dia no local.

“O campus de Altamira não tem condições de tocar suas atividades de ensino, pesquisa e extensão com ocupação constante dos indígenas. É sujeira no local, os banheiros sem condições de uso, os bebedouros também já estão sem condições de uso, fora o odor de fezes e urina. É constrangedor”, afirmou Ivonete Coutinho, coordenadora do campus.

Por causa da ocupação, as atividades administrativas e acadêmicas no campus I da UFPA foram suspensas. Professores, alunos e servidores tiveram que deixar o prédio, os índios prometem manter a ocupação até que sejam atendidos. Eles exigem que a coordenadora regional da fundação deixe o cargo e também protestam contra a falta de um espaço adequado para acomodar os índios que vem das aldeias para a cidade com problemas de saúde.

O cacique Luis Xipaia reclama da demora na entrega da Casa do Índio. “A Casa do Índio era para ter sido entregue em 2010 e já chegamos em 2014 e ainda estamos nessa briga. O que a gente tá pedindo aqui são melhorias para as populações indígenas, temos nossos direitos”, afirma Xiapa.

A Procuradora da República lotada em Altamira e o procurador local da Funai estiveram no local do protesto para ouvir os índios. “O Ministério Público Federal não tem o que fazer, senão ir ao judiciário cobrar. Pretendemos ingressar com as ações de cumprimento das obrigações, como de ressarcimento de danos morais que esses indígenas vem sofrendo”, disse a procuradora Thais Santi.

A Funai informou que a Casa do Índio já está pronta, mas ainda precisa de alguns ajustes, conforme verificou um engenheiro da fundação durante uma vistoria no prédio e as próprias lideranças indígenas também solicitaram algumas mudanças na casa.
Em nota, a UFPA informou que quando aconteceu a ocupação do campus de Altamira, o reitor da instituição, Carlos Maneschy, estava em Brasília e foi na sede da Funai, onde tomou conhecimento de que o Ministério Público Federal também já estava atuando no caso. A UFPA informou que vai acompanhar e mediar as negociações entre os indígenas e a Funai, que ocupa dependências do campus, mas deverá se mudar para outro local. (G1 PA).

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