O governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Agricultura (Sagri), deu continuidade, na tarde desta segunda-feira (15), ao diálogo que mantém com representantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), oriundos de assentamentos localizados no norte e nordeste do Pará. A diretoria técnica da Sagri recebeu uma lista de reivindicações, priorizando a mecanização de áreas para produção agrícola, a liberação de sementes e capacitação de agricultores para a agricultura orgânica.
O diretor técnico da Sagri, Paulo Pedroso, explicou que o encontro retomou um diálogo da Secretaria com o MST, iniciado em 2011, quando o Movimento apresentou ao governo reivindicações voltadas à melhoria nos assentamentos, nas áreas de saúde, educação, meio ambiente e agricultura.
“Nós ficamos responsáveis por algumas dessas reivindicações que, por alguns entraves na parte documental, a cargo do Movimento, e também por indisponibilidade orçamentária na época, nós não podemos atender. Então, desde o ano passado nós estamos retomando essa conversa para começarmos a implementar os projetos e as atividades demandas à Sagri, como mecanização, fomento para criação de pequenos animais e cultivo de grãos, fortalecimento da mão de obra e capacitação dos produtores”, informou Paulo Pedroso.
Ampliação – Segundo ele, também será ampliado o número de hectares distribuídos para os assentamentos beneficiados pelas ações da Sagri. Em 2011, apenas 1.200 hectares seriam distribuídos, porém em 2012 a demanda passou para 1.900 hectares. “Nós iremos viabilizar ainda este ano a distribuição dos 1.200 hectares demandados em 2011. Como no ano passado a proposta passou para 1.900 hectares, nós iremos viabilizar o restante em 2014”, acrescentou. Cada assentamento receberá 120 hectares para realizar a mecanização do terreno, aplicação de calcário e plantio de sementes.
De acordo Paulo Pedroso, o MST ficou responsável pela indicação de áreas de assentamentos que receberão o atendimento prioritário do governo. O coordenador do MST, Ulisses Manasses, informou que serão 10 assentamentos e mais três acampamentos que estão em processo de regularização, todos localizados no norte e nordeste do Pará.
“Até a primeira quinzena de maio nós iremos apresentar as outras demandas para a implantação, por parte do governo do Estado, mas já apresentamos algumas delas, que são a construção de viveiro de mudas, certificação de sementes para os assentamentos, a liberação de sementes para a produção agrícola e mecanização fundiária”, ressaltou Ulisses Manasses.
Segundo ele, “tivemos um diálogo importante com o governo. Nós avançamos nesse sentido, pois a diretoria técnica, em nome do secretário de Agricultura, afirmou que nossa pauta é executável. Portanto, para todas as reivindicações, foram apresentadas resoluções de implementação da pauta”. (Pablo Almeida)




