Mais um obstáculo parece impedir o desfecho do acordo firmado entre o grupo dos peemedebistas “Autênticos”, liderado pelo ex-governador Marcelo Miranda, e o presidente regional eleito, o deputado federal Junior Coimbra, e validado pela Executiva Nacional do PMDB. O ex-governador Carlos Henrique Gaguim afirmou que não concorda com o acordo, que prevê sua saída da vice-presidência estadual do partido. O embate interno no PMDB já se arrasta há cerca de um ano.
Segundo o presidente nacional do PMDB, senador Valdir Raupp (RO), o acordo entre Coimbra e “Autênticos” já está assinado e validado pela Executiva Nacional, que quer agora um desfecho rápido. “Acreditamos que a situação no Tocantins deve ser resolvida em uma semana no máximo. A situação do ex-governador Gaguim é o último ponto a ser discutido”, disse Raupp.
Gaguim afirmou que não concorda com um dos termos do acordo, que inclui a indicação de 33 membros do diretório pelos “Autênticos” e 38 pelo deputado Coimbra, que também se comprometeu a se afastar da presidência estadual, cedendo a primeira vice presidência, para a deputada estadual Josi Nunes ou ao ex-senador Leomar Quintanilha, indicado pelos “Autênticos”.
“Não fui procurado para esse acordo. Conversei com o presidente Raupp e deixei clara minha intenção de não ceder a vice-presidência, para a qual fui eleito em convenção”, disse Gaguim, em referência a Convenção Estadual do PMDB que elegeu a chapa liderada por Coimbra no dia 11 de outubro e que foi contestada pelos “Autênticos”. Gaguim também afirmou que pretende conversar com o ex-governador Marcelo Miranda e com a senadora Kátia Abreu, que está em viagem à China.
Miranda afirmou que “não há nada a ser discutido”. De acordo com o ex-governador , o acordo já validado pela Executiva Nacional. “O próprio Junior Coimbra assinou, nós já indicamos os membros para o diretório. Não há mais o que discutir.” (Jornal do Tocantins)





