Cerca de 40 alunos ocupam a reitoria da Universidade Federal do Maranhão(UFMA) desde a última terça-feira (7) em sinal de protesto, pedindo melhorias na instituição, como a entrega da Casa Universitária (para receber estudantes de outras localidades), contratação de mais professores e ampliação do Restaurante Universitário.
Na tarde de ontem (8) a Justiça Federal concedeu medida liminar para que aconteça a reintegração de posse da reitoria da UFMA. Os estudantes alegam que ainda não foram notificados. “Ainda não recebemos nada, mas quando nós formos notificados vamos respeitar. Nossa manifestação é pacifica, mas não significa que não vamos tentar mais vezes, vamos continuar lutando” disse o estudante Alex Oliveira.
A liminar foi assinada pelo juiz Jorge Ferraz de Oliveira, da 6ª Vara Federal. Um oficial de Justiça deverá cumprir a liminar nesta quinta-feira (9), o que não ocorreu ontem por falta de reforço policial.
Os cerca de 40 alunos que ocupam o local foram surpreendidos ontem (8) por portões trancados, impossibilitando a entrada e saída, além de corte na energia elétrica e na wi-fi. “Estamos em cárcere privado”, diz Thamara Layla, membro da direitoria do DCE (Diretório Central dos Estudantes). O principal incômodo é a falta de banheiros, que os estudantes relatam não existirem no prédio da reitoria. Na manhã de hoje, Thamara confirmou por telefone, que os estudantes ainda ocupam o local, entretanto, não forneceu maiores detalhes sobre a situação.
A manifestação teve início após uma Assembleia Geral dos Estudantes. Eram pedidas melhorias na universidade, como a entrega da Casa Universitária (para receber estudantes de outras localidades), contratação de mais professores e ampliação do Restaurante Universitário. O objetivo era entregar a pauta de reivindicações para o reitor Natalino Salgado. Como ele não apareceu, os estudantes decidiram acampar no espaço.
Em nota divulgada ontem, a UFMA disse que suspenderia as atividades na reitoria até que “as condições de acesso e de trabalho estejam garantidas”. A universidade classificou a ocupação de “desrespeito à comunidade acadêmica” e “ato abusivo contra o patrimônio público”. Considerou, ainda, que a Assembleia Geral dos Estudantes não possui legitimidade para decidir por toda a comunidade acadêmica.
Apesar disso, a UFMA afirmou que a pauta de reivindicações é importante e que tem feito esforços para resolver essas questões. A nota também afirmava que o reitor Natalino Salgado estava em Brasília para participar da assinatura da portaria que irá regulamentar o Programa Nacional da Bolsa Permanência, referente à questão de moradia dos estudantes. Sobre as reclamações de portões trancados e corte de energia elétrica e wi-fi, a universidade ainda não se pronuciou.




