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terça-feira, janeiro 20, 2026
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Estelionatários são presos usando documentos falsos em Nova Ipixuna

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A Polícia Civil prendeu quatro fora da lei na quarta-feira, 19, em Nova Ipixuna, acusados de usar documentos de pessoas mortas para aplicar golpes em bancos. Interlago de Souza Lago, Pedro Pinto Araújo Filho, João Morais de Oliveira e Hipólito Gomes de Amorim Filho foram pegos em flagrante em posse de documentos falsos.

Na documentação constava a foto deles, mas os nomes estavam trocados. Interlago, por exemplo, utilizava o nome de Alvanir Lopes Ferreira Amorim, enquanto Pedro se apresentava como José do Espírito Santo Brito; e João, como Edson Alves de Souza – todas pessoas que já morreram.

A quadrilha foi surpreendida no interior da agência do Banco da Amazônia (BASA) no momento em que utilizava os documentos para tentar abrir contas para contrair empréstimos. O delegado Reinaldo Marques, que comandou a ação, informou que os policiais já estavam monitorando o bando há dias.

“Eles agiam em toda a região obtendo empréstimos na área bancada. Fomos a Nova Ipixuna e soubemos que eles estavam na cidade. Buscamos o melhor momento para abordá-los”, comentou. Com o bando, foram apreendidas carteiras de identidade e de trabalho, às quais os acusados colavam suas fotos.

“Quando a polícia tem conhecimento desses fatos, o crime já ocorreu e é muito mais difícil identificarmos os bandidos. Nesse caso, tivemos informações privilegiadas, monitoramos os elementos e conseguimos prendê-los em flagrante”, comentou o delegado. O objetivo da polícia agora é tentar identificar os demais envolvidos, como, por exemplo, as pessoas que falsificam os documentos e facilitam a ação.

Os presos são naturais de várias cidades da região e os policiais acreditam que o bando possui gente também em Nova Ipixuna e Eldorado do Carajás. “Já tivemos prisões antigamente de prática deste delito e vemos que isso não cessou. Uma vez soltos, eles continuam cometendo os mesmos crimes”, declarou. Além disso, as investigações devem buscar ainda a forma pela qual a quadrilha tinha acesso à identificação das pessoas mortas.

Defesa

Ouvido pela Reportagem, Hipólito, considerado o líder do bando, negou que faça parte da quadrilha. “Eu apenas prestei serviço a um cidadão, conduzindo essas pessoas até o banco para fazer o empréstimo. Não sabia que seria ilegal”. Ele acrescentou que nenhum documento falso foi apreendido em seu nome.

João disse que estava em Nova Ipixuna porque iria a Goianésia do Pará atrás de uma pessoa, mas perdeu seu dinheiro no caminho. “Perdi meu dinheiro e consegui carona. Eu estava usando o banheiro de uns mototaxistas quando a polícia me prendeu”.

Pedro também negou. “Eu não tinha documento falso. Comigo só estava meu documento original. Eu não estava com essas pessoas”, declarou.  Apesar da negativa, os quatro foram autuados em flagrante por formação de quadrilha e uso de documento falso. (Luciana Marschall – Correio Tocantins)

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