Um grupo de alunos do Colégio Militar, em Palmas, se reuniu na manhã desta quarta-feira, 12, em frente à escola para manifestar apoio a paralisação dos professores. Com cartazes e carro de som, eles protestaram contra liminar requerida pelo governo do Estado, em que o desembargador do Tribunal de Justiça do Estado (TJ) Marco Villas Boas determinou a volta imediata das atividades.
Para o representante do movimento estudantil Vildeson Ferreira, 17 anos, estudante do 3º ano da escola, os professores devem continuar a paralisação. “Mesmo reconhecendo que a greve é prejudicial para os alunos, apoiamos o direito dos professores em reivindicarem melhorias para a categoria. Deputados, senadores e muitos outros reivindicam e para eles acontecem melhorias e porque não para nossos mestres, que nos ajuda formar? ”, questionou. Professores que acompanharam o movimento, não quiseram se manifestar.
Na manhã desta quarta-feira, somente na Escola Frederico Pedreira, as aulas começaram a ser retomadas. Segundo a diretora da unidade, Aurora Mazarello, apenas alunos de três turmas do ensino médio compareceram à escola. “Como só veio uma professora, fizemos uma aulão e liberamos os alunos”, disse.
Aurora contou que os professores da escola já foram convocados para retomar as atividades e que a partir de amanhã quem não comparecer terá o ponto cortado. “ Recebemos memorando da Secretaria Estadual da Educação (Seduc) informando que devemos voltar as atividades imediatamente. Vamos estar aqui nos três turnos para atender os alunos”, disse. (Jornal do Tocantins)





