Na manhã desta sexta-feira, 12, Derval de Paiva, foi reconduzido ao posto de presidente do Diretório Estadual do PMDB. De maneira unânime, os peemedebistas votaram em chapa única e Derval terá mandato de dois anos.
O clima no evento mais parecia um velório. Filiados presentes a Convenção em nenhum momento esboçaram qualquer entusiasmo, mesmo nas falas do governador e do presidente reeleito. Em sua totalidade, compareceram apenas os delegados com direito a voto, o secretariado do Governo do Estado e comissionados, esses últimos são sempre obrigados a comparecer e bater palmas.
Derval foi escolhido pessoalmente por Marcelo Miranda, basicamente por dois motivos. O primeiro é pela história e credibilidade que o tradicional peemedebista goza em vários setores da sociedade e dentro do PMDB. Para suportar carregar o fardo que Miranda se tornou, só alguém com prestígio poderia suportar. O segundo ponto, é que Derval com seu poder de enfrentamento, é atualmente o único com autoridade de ir para o embate, dentro e fora da legenda, principalmente se tiver de ser contra a senadora Kátia Abreu, considerada principal adversária do grupo e a mais temida, também pela capacidade de articulação.
Em seu pronunciamento, Derval já deus sinais que deve cumprir sua missão sem rodeios e fez menção, a senadora Kátia Abreu, afirmando que a parlamentar foi incapaz de compreender o partido.
Na vez de Marcelo falar, a apatia demostrava que o governador não estava bem. Mesmo assim tentou usar frases de efeito para animar os filiados. Pouco funcionou. Em uma clara tentativa de chamamento, Miranda repetiu “Quem acha que o Marcelo Miranda está fraquejando, se enganam mais uma vez. Esse PMDB que está aqui, que vai continuar trabalhando pelo povo tocantinense e tirar daqueles, a desconfiança de que é um partido que não tem rumo”, disse o governador.





