Após ser associado ao codinome “Acelerado”, constante em documento entregue à Polícia Federal pelo executivo da Odebrecht Benedito Junior, o deputado estadual Eduardo Siqueira Campos (PTB) se manifestou, encaminhando uma mensagem ao Jornal do Tocantins via redes sociais, em que classifica a associação como “erro gravíssimo e sem nenhum nexo”.
Eduardo destaca sua “condição de adversário ferrenho de ambas as siglas”, referindo-se ao PMDB e PT, os quais seriam beneficiários da parte em que ele teria sido citado. “O valor atribuído ao tal ‘acelerado’ US$ 24,7 milhões, faria do favorecido o maior beneficiário de toda a operação Lava-Jato”, pondera e continua dizendo que “não cabem na referida e desavergonhada conta os tais US$ 24 milhões citados”.
O deputado afirma ainda que irá buscar retratação não só do Jornal Nacional, o qual noticiou sua possível participação no esquema investigado, como também aos informativos locais, além de buscar representação judicial às autoridades responsáveis pela acusação e publicação. Ele caracteriza o “ataque à sua honra” como feita de “forma estapafúrdia, exdrúxula e inconsistente” e ainda diz que “poderia ser uma piada de mal gosto”, mas não é o caso.
Ele finaliza a mensagem justificando e discorrendo sobre fatos ocorridos na época de sua campanha eleitoral: “Finalmente, diferente da maioria dos acusados, afirmei que já não sendo agente público em 2014, tive uma pesquisa qualitativa paga no mês de março, para o Governo Estadual, fato anterior a obrigação de publicação e também anterior ao suposto período chamado de caixa 1 (doações declaradas) o que descarta a possibilidade de ser-lhe atribuída a caixa 2. Em 2012, conforme o depoente, também antes do período de pré-campanha, ele mesmo procurou os candidatos a prefeito daquele ano, não cabendo a mim nenhum repasse”.
Entenda
Ontem à noite o Jornal Nacional (Globo) divulgou um novo documento entregue às investigações da Lava Jato onde, segundo a Odebrecht, comprovam pagamentos ao PMDB e ao PT, de 2010 a 2012. Parte da propina seria relativa aos US$ 40 milhões que teriam sido divididos na proporção de 4% para o PMDB e 1% para o PT. E ainda existem US$ 25 milhões em outras propinas, que não foram detalhadas.
Um dos maiores pagamentos, no valor de US$ 24,750 milhões entre 2011 e 2012, seria destinado à um político de codinome “Acelerado”, onde Eduardo Siqueira Campos aparece como possível associado.





