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sábado, janeiro 24, 2026
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Dívida do Governo ameaça abastecimento de hospitais

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Sem títuloUm relatório ao qual a imprensa teve a acesso aponta uma dívida de R$ 1.833.223,48 que o Governo Siqueira Campos teria, desde 2010, com empresas fornecedoras de produtos hospitalares para o Tocantins. Algumas dessas empresas teriam interrompido o fornecimento desses materiais aos hospitais do Estado após a saída da Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar (Pró-Saúde). Sem os insumos, atendimentos a pacientes podem ficar prejudicados.

Conforme o relatório, as dívidas são datadas de agosto de 2010 a novembro de 2011. Um representante de umas dessas empresas, que não quis se identificar, contou que a dívida foi contraída sob o sistema de regularização de despesa antes da entrada da Pró-Saúde como gestora de 17 dos 19 hospitais do Estado. “Com a entrada da Pró-Saúde, ficou acordado que a associação é quem pagaria a dívida conosco”, disse.

O representante explicou que as empresas continuaram a fornecer esses materiais ao Estado via Pró-Saúde e as parcelas a partir da negociação com a associação teriam sido pagas normalmente. “Durante este tempo nós negociamos com a Pró-Saúde o pagamento dessa dívida e até hoje ela não foi paga”, disse, acrescentando que com a saída da associação, no último dia 5, algumas das empresas cessaram o fornecimento desses materiais.

Ainda conforme o representante, a Secretaria de Saúde do Estado (SESAU) teria enviado um ofício às empresas, que faziam o fornecimento dos produtos via Pró-Saúde, autorizando-as a continuar o fornecimento até que as licitações fossem concluídas. “Ela (SESAU) não pode fazer isso. Tem que se formular um contrato com dispensa de licitação. Não pode simplesmente autorizar”, falou. Segundo ele, a interrupção do fornecimento poderá causar graves danos aos pacientes.

O presidente do Sindicato dos Profissionais de Enfermagem do Estado (SEET), Ismael Sabino, contou que muitos profissionais já entraram em contato com ele para reclamar da falta desses materiais nos hospitais. “Sem esses materiais, os profissionais acabam fazendo o trabalho sem o equipamento e colocando a vida deles e do paciente em risco”, disse.

Governo

Em nota, a SESAU afirmou que tem conhecimento da dívida e que está realizando auditorias nos processos para confirmar valores e liberar os pagamentos. Segundo a nota, com a saída de Pró-Saúde a única que teria se negado a continuar o fornecimento teria sido a Síntese Comercial Hospitalar LTDA, que teria retirado seus equipamentos dos hospitais do Estado. “As demais continuam a fornecer para os hospitais”, diz a nota.

Ainda conforme o documento, com a saída da Síntese a secretaria buscou uma nova empresa, que já estaria suprindo às necessidades dos hospitais, sem prejuízos para o atendimento aos pacientes. A nota ainda enfatiza que o procedimento licitatório para contratação dos serviços está em curso e a abertura das propostas está prevista para o dia 25 de março. (Com informações do Jornal do Tocantins)

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