O diretor do Departamento de Controle de Endemias da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), Bernardo Cardoso, falou nesta terça-feira (27) sobre o levantamento Índice Rápido de Infestação por Aedes aegypti (Liraa), do Ministério da Saúde, que apontou 77 municípios brasileiros em situação de risco para a dengue. O estudo traça um panorama para identificar onde estão concentrados os focos de reprodução do mosquito transmissor da doença.
No Pará, a pesquisa apontou quatro municípios considerados em situação de risco de surto: Curionópolis, Rondon do Pará, Dom Eliseu e Altamira. Segundo o diretor, embora estejam com índice alto de infestação do mosquito transmissor, essas cidades não representam risco de surto à população, pois não está havendo a circulação do vírus, salve Altamira, que está entre as localidades com maior número de casos notificados.
Segundo Bernardo Cardoso, os municípios com vírus circulantes são aqueles com maior número de casos notificados e confirmados pela doença. Os mais notificados são: Belém (4.153), Parauapebas (2.271), Marabá (1.435), Santarém (1.484), Altamira (1.393), Ananindeua (1.004) e Monte Alegre (635). Em relação aos confirmados, os municípios com mais casos são: Belém (1.868), Parauapebas (1.334), Altamira (895), Monte Alegre (553), Santarém (460), Marabá (341) e Ananindeua (340). Até o momento, há confirmação de quatro óbitos por dengue no Estado, em Parauapebas, em Altamira, em Ananindeua e Oriximiná.
Em relação ao índice de infestação satisfatório, do Ministério da Saúde, o diretor comprovou que o Estado evoluiu no combate à dengue. Ele observou que apesar de a região ser considerada de doenças endêmicas, a maior parte dos municípios não representa risco de doença. O último informe epidemiológico divulgado pela Sespa registrou a confirmação de 11.625 casos de dengue com a seguinte classificação final: 11.536 de dengue clássica, 63 de dengue com complicação, 24 de febre hemorrágica da dengue e dois casos de síndrome do choque da dengue.
Para Bernardo Cardoso, a situação atual está sob controle. Ele ressaltou que desde agosto, as atividades têm sido reforçadas para preparar os municípios paraenses para o enfrentamento da dengue no período chuvoso, principalmente os considerados prioritários. “A Sespa distribui para todos os municípios um produto inseticida para evitar a proliferação do mosquito. Isso também tem melhorado o cenário da dengue no Estado. Reduzimos a mortalidade e o número de pessoas com a doença, além dos casos de dengue clássica com complicação”, explicou.
Bernardo Cardoso ressaltou que, ao longo do ano, as equipes da Sespa trabalham em conjunto com todos os municípios para manter a doença sob controle. As ações desenvolvidas são bloqueio imediato da transmissão nas localidades ou bairros que notificam casos; atividades de educação e comunicação, visando à sensibilização da população para o problema; articulação com órgãos municipais de saneamento e limpeza urbana para melhoria da coleta e destinação adequada do lixo; e manutenção das atividades de rotina no combate ao mosquito transmissor Aedes aegypti.
Por meio da coordenação estadual, a Sespa também faz supervisões aos programas municipais de controle da dengue nos municípios, e treina técnicos dos Centros Regionais de Saúde, que abrangem os municípios, para o uso do método em levantamento de índice rápido para Aedes aegypti (Liraa). “O governo do Estado está sempre presente em todas as ações. Apoiamos e também monitoramos. Cabe aos gestores municipais o cumprimento do seu papel”, concluiu o diretor.
Serviço: para informações sobre dengue entrar em contato com as Secretarias Municipais de Saúde de Ananindeua (91) 3073-2220; Marabá (94) 3324-4904; Marituba (91) 3256-8395; Santarém (94) 3524-3555 e Tucuruí (94) 3778-8378. Em Belém, além do fone (91) 3277-2485, estão disponíveis os telefones dos Distritos Administrativos: Daben (3297-3275), Daent (3276-6371), Dagua (3274-1691), Daico (3297-7059), Damos (3771-3344), Daout (3267-2859), Dasac (3244-0271) e Dabel (3277-2485).




