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quarta-feira, fevereiro 25, 2026
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Dia de Campo mostra as vantagens do cultivo de alface hidropônica em Jacundá

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A Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Pará (Emater) promove nesta quinta-feira, 13, em Jacundá, o primeiro Dia de Campo sobre alface hidropônica do sudeste do Estado, em um esforço conjunto do escritório local e do escritório regional de Marabá. O objetivo do evento é mostrar as vantagens da atividade, que pode receber financiamento do Banco da Amazônia, por meio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

Cerca de 120 pessoas, entre agricultores de Jacundá e de mais oito municípios da região e técnicos de entidades parceiras, conhecerão, das 8h30 às 12h, a estufa instalada em junho deste ano na propriedade da família Bardini, na zona periurbana. Em um espaço de 143 m², o casal Antônio e Gercilene cultiva cinco mil pés de alface, com colheita diária de cerca de 90 maços, em sistema escalonado.

Por mês, são comercializadas 2.800 alfaces, sobretudo por meio de acordos informais com “bacieiras” (uma espécie de revendedoras individuais), gerando um lucro de mais de R$ 2 mil. A estrutura tem cobertura e sombrite de filme plástico, canaletas de prolipropileno e bombeamento automático.

O projeto, avaliado em mais de R$ 33 mil, foi financiado pela linha Mais Alimentos, do Pronaf, com o intermédio do Banco da Amazônia. No Dia de Campo, uma proposta de investimento em uma nova estufa, maior e mais completa, avaliada em R$ 70 mil, será apresentada ao mesmo agente financeiro.

“A ideia é que a família Bardini aos poucos vá aumentando a capacidade de produção, de modo a ter condições de assumir contratos mais sólidos, como os da merenda escolar”, explica engenheiro agrônomo José Luís Lopes, chefe do escritório da Emater em Jacundá.

A agricultura familiar do sudeste do Pará, tradicionalmente pecuarista, pode encontrar na horticultura hidropônica uma ótima alternativa de complemento de renda e de segurança alimentar. “A demanda é muito maior do que a oferta. Qualquer um que produzir tomate e rúcula, por exemplo, vai ter lucro praticamente imediato – que, na atividade, costuma ser de até 80%. A Emater faz questão de despertar esse interesse”, reforça Lopes.

Segundo ele, a hidroponia, além de garantir quantidade e qualidade do produto final e de preencher um mercado por ora deficiente, também oferece ao produtor maior conforto na lida com a lavoura, em comparação com o sistema convencional, de plantio no chão: “Temos aí uma grande vantagem de ergonometria, porque, com as caneletas em uma altura em média de 1,20 metro, o produtor trabalha ereto, sem prejudicar a coluna. Quando planta no chão, o produtor fica se curvando”, compara. (Aline Miranda)

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