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terça-feira, janeiro 27, 2026
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Dez mil fazem protesto em Palmas. Casa de Siqueira quase foi invadida

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Cerca de dez mil pessoas percorreram as ruas do Centro de Palmas, nesta quinta-feira, 20, no maior movimento popular de protesto já visto no Tocantins. Segundo a Polícia Militar (PM), a mobilização  começou com cerca de seis mil participantes que, com faixas, bandeiras, apitos, máscaras ou rostos pintados, protestavam contra o sistema de transporte público da Capital, corrupção, falta de investimento na saúde, educação e segurança.

A manifestação pacífica teve episódios isolados de violência ou vandalismo, que eram alvo de protestos e vaias da multidão que rejeitou atos violentos contra patrimônio público. O longo percurso, de aproximadamente oito quilômetros, levou os manifestantes a ocuparem por duas vezes a frente do Palácio Araguaia, sede do Poder Executivo estadual, e a frente da residência do governador Siqueira Campos. Ambos os locais foram isolados por policiais militares, que souberam conter os manifestantes que convidavam o governador a sair.

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“Não estava previsto irmos à casa do governador, mas fomos bem recebidos pela PM que soube lidar com a gente, passamos, respeitamos e deixamos o recado que o cidadão palmense precisa ser respeitado que esse monopólio do transporte urbano precisa acabar. E que nós não aceitamos mais essa corrupção”, disse Deusivan Bezerra, um dos organizadores do movimento.

Manifestantes

Além de melhorias para transporte público em Palmas, foram vistas manifestações de diversas militâncias, como de membros dos movimentos de luta pela moradia, meio ambiente, cultura, além de cobranças por menos corrupção e mais segurança, saúde e educação.

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Participaram do protesto estudantes secundaristas e universitários, professores universitários, funcionários públicos, profissionais liberais e sindicalistas. Famílias inteiras puderam ser vistas na mobilização, como da funcionária pública Ariadne Feitosa, que levou a filha Mariana Feitosa Muniz, de apenas dois anos. “Viemos manifestar contra essa corrupção, pela falta de paz, de segurança, saúde e contra os absurdos que estão acontecendo e mostrar para essas crianças que a gente quer um Brasil melhor”, explicou.

20130620221837_20130620_175839De pijama, o topógrafo Jam Nazorec carregava um cartaz que denunciava o atendimento precário no Hospital Geral de Palmas (HGP). Nazorec teve a esposa internada no hospital, por isso pedia condições dignas de atendimento na saúde pública.

Foram muitos os relatos de pessoas que participaram de movimentos semelhantes de grande impacto no passado. “Tive privilégio no segundo grau de participar do movimento dos caras pintadas, na época eram outras demandas, mas hoje esses movimentos estão ressurgindo. Toda sociedade tem que ver esse momento como um momento de mudança de comportamento da nossa sociedade, porque todos querem ter um Brasil melhor”, ressaltou o professor universitário Aurélio Picanço.
”Já participei de movimentos na década de 70 em Porto Alegre e aqui eu estou sentindo que o povo brasileiro não quer partido, quer direito, quer justiça e dignidade. A causa do povo brasileiro é a minha causa enquanto cidadão”, ressaltou o procurador municipal Gilberto Ribas.

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Participando pela primeira vez de um grande protesto, o estudante universitário Seleomar Carlos Santos disse que “o resultado nós não sabemos, mas todo mundo que está aqui espera algum resultado. Isso tudo aqui demonstra que todo mundo quer fazer a diferença e não aceitar a mesma roubalheira que está acontecendo.”

Repercussão

Em nota, a Prefeitura informou que conhece a manifestação como legítima e comunga com seus pleitos e reivindicações. “A atual gestão reitera seu compromisso com o povo e faz esforços no sentido de dar uma vida mais digna aos palmenses. O Paço Municipal está aberto ao diálogo e disposto a receber os representantes do movimento em qualquer tempo para discutir melhorias para Palmas”, dizia a nota. Segundo a assessoria do prefeito Carlos Amastha, o mesmo estava em viagem a Maringá-PR.

Procurado por telefone, o presidente do Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano do Tocantins (Seturb), José Antônio dos Santos Júnior, não atendeu ou retornou as ligações desta reportagem. (Com informações do JT/Fotos: Clauber Matos)

 

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