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domingo, fevereiro 1, 2026
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Deputado pedirá afastamento do prefeito de São Luís

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O deputado estadual Roberto Costa (PMDB) comunicará, nesta terça-feira, 11, ao Ministério Público e Câmara Municipal de São Luís, com o pedido de afastamento imediato do prefeito João Castelo (PSDB) da administração de São Luís. Costa fez longo pronunciamento ontem, na Assembleia Legislativa, e citou o caos instalado no setor de saúde do Município. Ele disse que o afastamento do gestor é a única solução para a crise, que ganhou repercussão nacional na semana passada, com reportagens sobre a precariedade do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) na capital.

O discurso de Roberto Costa foi elogiado pelo vice-líder do governo na Assembleia, deputado Magno Bacelar (PV), e contestado pela deputada Gardeninha Castelo (PSDB), filha do prefeito João Castelo.

Roberto Costa afirmou que Castelo é responsável pelas mortes que acontecem diariamente nos dois hospitais de urgência e emergência de São Luís, o Djalma Marques (Socorrão I) e Clementino Moura (Socorrão II). “O prefeito já mostrou a sua incapacidade de administrar a cidade, que está no completo abandono. E nem estamos falando de outros setores, como educação, limpeza pública e transporte. Só o problema da saúde, que é primordial à população, justifica o seu afastamento. Vou oficiar amanhã [hoje] o Ministério Público e Câmara, para que o vice-prefeito ou até o presidente da Câmara assuma a Prefeitura. O que não dá é ficarmos de braços cruzados enquanto milhares morrem nos hospitais”, disse.

 

Ele afirmou que a situação dos hospitais do Município é de abandono e incapacidade de receber pacientes. “Os médicos estão de braços cruzados por causa de três meses de salários atrasados. Não há medicação, não há realização de cirurgias por falta de material. O Samu, todo mundo sabe qual é a situação, com a ausência de ambulâncias. Morre gente todo dia nesta cidade. O prefeito tem de ser acionado imediatamente para ser responsabilizado”, afirmou.

 

Vergonha

 

Costa afirmou ter ficado com vergonha de ter assistido em rede nacional ao serviço precário de urgência que é oferecido à população de São Luís. “Como político, me senti envergonhado. Fui ao Socorrão I visitar um amigo e vi de perto a situação vergonhosa da saúde de São Luís e isso não pode continuar”, disse.

Ele cobrou dos colegas, um posicionamento da Assembleia Legislativa. “Eu inclusive já pedi para o deputado André Fufuca [PSD], que preside a Comissão de Saúde, que a equipe faça imediatamente uma visita aos hospitais. Já foram a Comissão de Direitos Humanos da Câmara Federal, o Conselho de Saúde e o Ministério Público”, enfatizou.

Para o parlamentar, a saúde pública de São Luís somente não entrou em colapso, por conta do pleno funcionamento das Unidades de Pronto-Atendimento (UPAs) construídas pelo Governo do Estado. “Não sei como seria se não fossem as UPAs feitas pela governadora Roseana. Não sei como ficaria a situação da saúde sem o Hospital Geral e sem o Carlos Macieira. O Estado é que tem feito o verdadeiro trabalho de emergência em São Luís, porque a prefeitura abandonou os serviços de saúde na cidade e todo santo dia é gente morrendo no Socorrão I e no Socorrão II”, afirmou.

 

Gardênia reclama de falta de convênios com o Estado

A deputada estadual Gardênia Castelo (PSDB) afirmou que a crise na saúde pública de São Luís somente se agravou na gestão João Castelo (PSDB), pela falta de parceria entre a prefeitura e o governo do Estado.

Ela disse que há gravidade no setor de saúde em todo o país. “A saúde tripartite é suprapartidária e assim deveria ser tratada. Se a saúde no Brasil estivesse funcionando em conjunto, com prefeituras e governos estaduais, daria certo. Se você vê no Socorrão, 60% dos pacientes que estão lá, são do interior do Maranhão”, disse.

A parlamentar disse que o prefeito não conseguiu, ao longo de seus quatro anos de mandato, firmar parceria com o Governo do Estado. “No início o governo fechou quase todos os hospitais para reforma, sem fazer um planejamento em conjunto com o município. Posso garantir que não tem prefeitura no Brasil, que dê conta de tocar a contento sem o apoio do governo do Estado e do governo federal. A situação é difícil, mas a responsabilidade é de todos”, enfatizou.

Gardênia Castelo afirmou que o prefeito tem investido quase 30% de recursos próprios na saúde, o que não evitou a crise no setor. “O recurso não atende às demandas que uma cidade do tamanho de São Luís apresenta”, completou.

Magno Bacelar (PV) contrapôs Gardênia, e disse que se não fosse a atuação do governo do Estado, como já havia defendido o deputado Roberto Costa, São Luís estaria em uma situação pior. “Hoje quem apenas socorre São Luís é o Hospital Geral, o Carlos Macieira e as UPAs e sem esse trabalho extraordinário, muitas mortes estariam acontecendo”, disse.

Ele lembrou que o secretário de Estado da Saúde, Ricardo Murad, conseguiu viabilizar para a Prefeitura de São Luís, R$ 4 milhões. “Os recursos foram conseguidos via Ministério da Saúde, por esse caos. Antes das eleições parecia que São Luís estava a mil maravilhas, e tudo bem ele [Castelo] poderia até tirar o pé do acelerador, mas na saúde não pode, porque saúde é vida”, afirmou.

Bacelar defendeu o discurso de Roberto Costa e afirmou ter ficado sensibilizado com a situação da saúde pública na capital. (iMirante)

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