Encerrou a primeira fase do Projeto de Segurança de Videomonitoramento em Marabá. Nessa etapa foram capacitados operadores, supervisores e um coordenador, que participam na semana que vem de treinamento. Este mês será de testes na central, até que saia a licença da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) para operar 100% no município.
Entretanto, as gravações das 45 câmeras, que alcançam um raio de 1.200 metros, já estão ajudando tanto a Polícia Militar quanto o DMTU a detectar situações de flagrante e também a controlar o fluxo do trânsito.
O Projeto de Videomonitoramento será entregue efetivamente ao município em janeiro de 2013 e foi financiado pela mineradora Vale, no valor de R$ 2 milhões, como uma das condicionantes pela implantação da Alpa (Aços Laminados do Pará) na cidade.
“Estamos em busca do videomonitoramento há quase três anos, tentamos conseguir com o Ministério da Justiça, mas não foi possível”, contou o secretário municipal de Segurança Institucional, Antônio Ferreira de Araújo, idealizador do projeto. Segundo ele, inicialmente a proposta previa 95 câmeras, mas, pelo alto custo, esse número foi reduzido para 45.
“Elas foram instaladas em pontos estratégicos cobrindo toda a área comercial do município, todos os bancos estão monitorados e todas as entradas e saídas da cidade”, informa o secretário, complementando em janeiro será aberto o processo de licitação para contratar a empresa responsável pela manutenção do sistema. E já em fevereiro a prefeitura terá de arcar com os gastos para manter tudo funcionando a contento.
As câmeras, que são equipamentos de ponta, da marca Axis e vieram da Suécia. Os rádios que acompanham os olhos eletrônicos são israelenses e o tempo resposta das ocorrências será quase instantâneo. A intenção é de que o videomonitoramento seja integrado ao Ciop (Centro Integrado de Operações), pela segurança e agilidade. Enquanto isso não acontece, os supervisores terão um link de rádio com o Ciop.
Estatísticas
Araújo lembrou que nas cidades em que o projeto funciona, foi comprovado por estatísticas que conseguiu reduzir em até 60% os índices de criminalidade. “Estamos sonhando em reduzir ao menos em 50% as ocorrências nas áreas que estão sendo monitoradas”, calcula ele.
Araújo citou como exemplo a cidade de Biguaçu, no Estado de Santa Catarina, onde, segundo ele, após a implantação do videomonitoramento, houve uma diminuição de até 72% nas ocorrências policiais.
Segundo Araújo, Marabá hoje é uma cidade muito vulnerável ao crime e, segundo estatísticas do Ministério da Justiça, um dos municípios onde se matam mais jovens. “Há um número de delinquência muito grande. Por essa razão, aderiu ao Programa Segurança com Cidadania. O governo Federal tem apoiado as ações de segurança e a prova disso é esse projeto que está em implantação”, afirma ele.
“Vai somar muito com os órgãos de segurança no futuro, para tenhamos maior segurança e sensação de segurança”, afirma o secretário de Segurança Institucional, sugerindo: “O novo prefeito deve buscar parcerias privadas ou utilizar recursos próprios para expansão dessas câmeras que são de suma importância”.
Trabalho se baseia na observação dos detalhes
As câmeras estão instaladas no Bairro Quilômetro 6, em frente à Secretaria Municipal de Obras; na Rodovia Transamazônica, em frente à Rodoviária da Folha 32; na ponte do Rio Itacaiúnas; em frente ao Fórum; próximo do Posto do Bolinha; em frente ao Aeroporto “João Correa da Rocha”; na Vila São José; na Orla do Rio Tocantins, esta toda monitorada; e nas praças São Francisco, na Cidade Nova, e Duque de Caxias, Marabá Pioneira; em frente a todas as agências de bancos; e ainda na ponte do Rio Tocantins.
O grupo que está em treinamento é composto por 19 servidores da Guarda Municipal e do Departamento Municipal de Trânsito Urbano (DMTU), sendo 12 operadores, seis supervisores e um coordenador.
Cada operador será responsável por 11 câmeras em funcionamento sendo o serviço 24 horas. Na sala de operações o funcionário não poderá entrar com celular e a carga de trabalho é de seis horas. O trabalho do operador será estritamente da observação.
A parte da comunicação ficará com os supervisores, os quais não podem ter seus nomes identificados por questão de segurança, conforme Antônio Ferreira de Araújo, ressaltando que o treinamento se baseia em atenção “e na observação dos detalhes”.
“Ter a noção de manuseio dos equipamentos para que possa verificar qualquer situação de anormalidade que porventura ocorra na filmagem. Estamos ainda no estágio de treinamento, vamos supervisionar os monitores para que possam observar uma ocorrência. Ao observar, ele vai passar para o supervisor e comunicaremos aos meios legais, para que façam a intercepção de imediato daquela ocorrência”, explica ele. (Correio do Tocantins)




