Em Imperatriz, as casas construídas com os recursos do PAC, o Programa de Aceleração do Crescimento do Governo Federal, deveriam ter sido entregues há três anos, mas o atraso no cronograma dificulta a conclusão das obras.
São mais de mil casas que deveriam ter sido entregues às famílias cadastradas. São dois projetos do PAC em locais diferentes, mas que, por problemas de infraestrutura, atrasos e até paralisação das obras, até agora, não foram concluídos.
As 400 casas que deveriam ter sido entregues em 2010 estavam se deteriorando. Telhados quebrados, portas enferrujadas, alem da falta de abastecimento de água e de energia elétrica. O Recanto Universitário foi construído com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento, um investimento de mais de 7 milhões de reais.
Em abril deste ano, a prefeitura mandou roçar o mato e começou a fazer reparos nas casas que estão ganhando uma nova pintura. A rede de energia elétrica foi instalada, e até junho, as moradias devem ser entregues para famílias de baixa renda que já foram cadastradas pela prefeitura.
Mas, no conjunto que ganhou o nome de Dom Afonso Felipe Gregory, as obras estão atrasadas e abandonadas. A placa, que caiu, indica que a obra também usa recursos do PAC para a construção de 817 moradias. Em algumas, foram levantadas apenas as paredes. Nas que chegaram a ser cobertas, muitas telhas desapareceram. A construção das casas está parada há mais de seis meses. No interior da maioria das casas, não foram construídos o piso e os banheiros. As ruas que começaram a ser abertas estão sendo destruídas pela erosão, que ameaça até a estrutura de algumas casas.
Os recursos também deveriam ser aplicados em obras de saneamento básico que nem começaram ainda. No local, homens trabalham na construção de uma quadra esportiva e de Centro Cultural que fazem parte do PAC II. A placa indica que, nesse caso, o investimento é de mais de R$2 milhões e o prazo de entrega é maio de 2013. Mas, pelo andamento das obras, dificilmente esse prazo será cumprido.




