Para celebrar seus quatro anos de existência, o Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (CAPs-AD), mantido pela Secretaria de Estado de Saúde (SES), realizou na tarde desta terça-feira (4), no auditório do Liceu Maranhense, uma palestra sobre a importância da prevenção e consequências do uso de entorpecentes.
O evento foi realizado em parceria com a Superintendência de Polícia Civil da Capital, da Secretaria de Estado de Segurança Pública. Ainda como parte da programação festiva, um torneio de futebol com os times do Liceu, do grupo de voluntários Força Jovem, do CAPs III Estadual e do CAPs-AD Estadual movimentou a quadra da escola.
Participaram da palestra alunos do Liceu Maranhense com idade entre 14 e 18 anos. Na ocasião eles puderam ouvir o superintendente de Polícia Civil da Capital, delegado Sebastião Uchôa, e o diretor do CAPs-AD, Marcelo Costa. O primeiro falou sobre as operações que vem sendo desenvolvidas na Rua Projetada, onde fica localizada a Feira do João Paulo, os objetivos destas abordagens e ainda os riscos que os adolescentes correm ao se envolverem com drogas. Já Marcelo Costa falou à plateia sobre os danos causados pelo uso de várias, drogas, em especial o crack.
Sebastião Uchôa destacou o trabalho de cidadania que vem sendo feito nestas operações. “A Polícia busca contribuir não apenas com a repressão, mas também resgatando a dignidade do ser humano que se encontra em situações muitas vezes degradantes devido ao uso dos entorpecentes”, disse o delegado. “O trabalho da Polícia nestes casos não é agir com truculência, mas com humanidade”, frisou.
Parceria – De acordo com o diretor do CAPs-AD, Marcelo Costa, a parceira entre o órgão e a Polícia existe há um ano e seis meses e tem como saldo quatro operações realizadas no bairro. Nestas operações foram retiradas da chamada cracolândia do João Paulo 50 pessoas, sendo que destas sete são consideradas recuperadas e quatro permanecem em tratamento.
Marcelo Costa destacou a importância de levar palestras às escolas. “Fazemos quatro palestras por mês em escolas falando para os jovens sobre a importância do conhecimento acerca das drogas, as conseqüências e o sofrimento que elas trazem. Fazemos isto como forma de alertar este público que, nesta idade, é muito vulnerável”, disse.
Para dar dinamismo à palestra, o grupo de voluntários Força Jovem, que usa o teatro como ferramenta para a conscientização, encenou uma peça de teatro destacando o mal que as drogas fazem não apenas para o usuário, mas para a família e os amigos dos dependentes.
Para Adna Ester, estudante do terceiro ano do Liceu, é importante a escola abrir espaço para estas discussões. “Aqui somos alertados para evitar as más companhias, aqueles amigos que querem nos levar para o consumo, aprendemos a dizer não e compreendemos como o envolvimento com drogas prejudica não só a pessoa, mas também os que estão à sua volta como a família”, disse a adolescente.




