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sexta-feira, janeiro 16, 2026
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BURITI: População faz Ato em alusão ao Dia de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual da Criança e do Adolescente

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O Conselho Tutelar de Buriti do Tocantins, juntamente com o COMDICA, em parceria com a prefeitura municipal, realizou uma passeata com a comunidade buritiense em comemorações alusivas aos “18 de Maio dia Nacional do Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.” O evento aconteceu na sexta-feira, 17. A concentração e saída foi na Praça da Prefeitura, as 07h: 30. O 18 de Maio representa uma luta voltada para o combate ao abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes. 

A data foi escolhida porque nesse dia, no ano de 1973, um crime hediodo aconteceu e ficou impune. A história foi conhecida nacionalmente, mas vamos relembrar essa história agora, porque “Esquecer é permitir. Lembrar é combater”.Em 1973 um crime bárbaro chocou o Brasil. Seu desfecho escandaloso seria um símbolo de toda a violência que se comete contra as crianças.

 Com apenas oito anos de idade, Araceli Cabrera Sanches foi sequestrada em 18 de maio de 1973. Ela foi drogada, espancada e morta por membros de uma tradicional família capixaba. O caso foi tomando espaço na mídia. Mesmo com o trágico aparecimento de seu corpo, desfigurado por ácido, em uma movimentada rua da cidade de Vitória (ES), poucos foram capazes de denunciar o acontecido. O silêncio da sociedade capixaba acabaria por decretar a impunidade dos criminosos. Apesar da cobertura da mídia e do especial empenho de alguns jornalistas, o caso ficou impune. Sua morte ainda causa indignação e revolta.

O Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes vem manter viva a memória nacional, reafirmando a responsabilidade da sociedade brasileira em garantir os direitos de todas as suas Aracelis.

A campanha tem como símbolo uma flor que começou a ser usada, partir de 2010, como uma lembrança dos desenhos da primeira infância, além de associar a fragilidade de uma flor com a de uma criança

Dados do Disque 100 apontam que, apenas em 2017, foram feitas mais de 20 mil denúncias desse tipo no serviço. Em âmbito nacional, o Ministério dos Direitos Humanos (MDH) é o órgão responsável pela coordenação das ações de combate a essas violações. Entre 2011 e 2017, o Brasil teve um aumento de 83% nas notificações gerais de violências sexuais contra crianças e adolescentes, segundo boletim epidemiológico divulgado pelo Ministério da Saúde. No período foram notificados 184.524 casos de violência sexual, sendo 58.037 (31,5%) contra crianças e 83.068 (45,0%) contra adolescentes.

A maioria das ocorrências, tanto com crianças quanto com adolescentes, ocorreu dentro de casa e os agressores são pessoas do convívio das vítimas, geralmente familiares ou vizinhos.

Mudar este cenário depende de cada um, lembra o conselho tutelar de Buriti do Tocantins, o papel da educação sexual nas escolas, que poderiam ensinar a diferença de toques, que os corpos das crianças e adolescentes pertencem a eles e ninguém tem o direito de tocar suas partes privadas e explicar o que é abuso sexual. Pais também podem ficar atentos a alguns sinais, já que crianças e adolescentes avisam de diversas maneiras, na maioria das vezes não falam das situações de violência sexual que vem passando.”Em geral, o abusador convence a criança de que ela será desacreditada se revelar algo; que ela gosta daquilo e quer que aconteça; ou que é igualmente responsável pelo abuso e será punida por isso.”

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