Em entrevista coletiva na tarde desta quarta-feira (13), o coronel do Corpo de Bombeiros, Jaime Oliveira, informou que a queda do avião em cima de uma casa no bairro do Benguí, em Belém, pode ter ocorrido por falta de combustível na aeronave. Segundo o coronel, a falta de vazamento de combustível no momento da queda e a ausência de explosões contribuem para a hipótese de “pane seca”.
“O avião não tinha mais condições de pousar. A gente notou que na própria estrutura do avião, se houvesse algum vazamento, ou algum tipo de material inflamável dentro da aeronave, ela já teria explodido. Por isso, possivelmente o avião estaria com uma pane seca”, afirmou o coronel.
Segundo ele, inicialmente havia a suspeita de uma pane hidráulica no avião, porém as análises iniciais feitas pela aeronáutica descartaram essa possibilidade. “A aeronave partiu do aeroclube e possivelmente estava com uma pane hidráulica. Porém, segundo informações da aeronáutica, que também estava fazendo perícia no local, a hipótese de pane hidráulica é descartada. O único equipamento hidráulico no avião é o trem de pouso”, declarou o coronel.
O acidente
Por volta das 12h, um avião, modelo Cessna Aircraft 210L, caiu em cima de uma residência na rua Ferreira Filho, próximo a um residencial no bairro do Benguí, em Belém. Na queda, o piloto, e o vigilante que estava na residência onde o avião caiu, ficaram feridos. Já o co-piloto, Lucas Ernesto Santos, morreu.
Após o acidente, a Polícia federal informou que o piloto da aeronave já tinha sido preso por furto de aviões no estado do Mato Grosso. Segundo a PF, Bruno Alencar Wachekowski foi detido em 2016 após furtar um avião que pertencia a uma emissora de TV.
A Polícia Civil do Pará informou que os casos dos furtos devem ser incorporados ao inquérito do acidente.




