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terça-feira, fevereiro 24, 2026
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AXIXÁ: Enquanto município enfrenta crise fiscal, diária de alimentação para Bruno e Marrone será de R$ 5 mil

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A contratação da dupla Bruno e Marrone para o Enduro de Axixá, marcado para 14 de março, trouxe à tona um dado que tem provocado questionamentos na cidade: a diária de alimentação dos artistas está fixada em R$ 5 mil, conforme proposta apresentada pela WBM Produtora de Eventos LTDA. O valor refere-se exclusivamente às despesas alimentares durante a estadia para um show previsto de cerca de 1h30.

Isoladamente, o montante pode parecer parte do padrão de grandes produções artísticas. No entanto, quando inserido no contexto fiscal do município, o debate ganha outra dimensão. Com R$ 5 mil, seria possível adquirir aproximadamente 60 cestas básicas, número suficiente para atender dezenas de famílias em situação de vulnerabilidade. A comparação, ainda que simbólica, tem sido utilizada por moradores para questionar prioridades em um cenário de restrições financeiras.

Além da diária de alimentação, a Prefeitura deverá arcar com cerca de R$ 147 mil em despesas de transporte, incluindo fretamento de jatinho. O investimento ocorre enquanto o município enfrenta, segundo dados do Tribunal de Contas do Estado (TCE), quadro fiscal considerado grave, com dívida milionária em restos a pagar processados e gasto com pessoal atingindo 62,47% da Receita Corrente Líquida — acima do limite máximo estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Há ainda alertas quanto à aplicação mínima de recursos em saúde, educação e complementação do FUNDEB, além de registros de cobertura vacinal insuficiente, fragilidades na atenção básica, alta taxa de mortalidade infantil e acúmulo superior a R$ 9,8 milhões em contribuições previdenciárias e consignações não repassadas.

A discussão que emerge vai além do evento festivo. Especialistas em gestão pública costumam apontar que contratações artísticas são legítimas dentro do calendário cultural, mas precisam estar alinhadas à capacidade financeira do ente público e às prioridades sociais mais urgentes. Em tempos de restrição orçamentária, a pergunta que ecoa entre parte da população é direta: o investimento está compatível com a realidade fiscal do município?

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