
A Câmara de Vereadores de Augustinópolis, no Bico do Papagaio, realizou nesta sexta-feira (3) a primeira sessão do novo julgamento para tentar cassar o prefeito Júlio da Silva Oliveira (PRB). O gestor chegou a ser cassado em 2018, mas conseguiu uma liminar para voltar ao cargo.
A polêmica envolvendo a Câmara Municipal e a Prefeitura da cidade começou no início de 2018, quando a Polícia Civil fez uma operação e prendeu dez vereadores da cidade. Os parlamentares investigados foram afastados e os suplentes assumiram os cargos.
Em março de 2019 o prefeito foi cassado pelos suplentes acusado de pagar propina aos vereadores titulares para conseguir aprovação de projetos do interesse da prefeitura. Só que Oliveira recorreu à Justiça e conseguiu reassumir o cargo porque a cassação não teria respeitado o processo legal.
Esse novo processo de cassação do prefeito de Augustinópolis começou em dezembro, quando os suplentes reassumiram a Câmara Municipal. A sessão realizada nesta sexta-feira (3) foi para instrução das partes e apresentação de provas.
O prefeito foi recebido com aplausos por uma multidão que aguardava na Câmara e permaneceu calado durante os questionamentos. Os parlamentares em exercício deram prazo de cinco dias para alegações finais que devem ser apresentadas por escrito.
Após a entrega da defesa de Júlio, a Comissão Processante tem cinco dias para emitir o parecer e encaminhar para o Plenário da Câmara, analisar e votar pelo afastamento ou não.




