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quarta-feira, janeiro 21, 2026
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Área desmatada cresce no TO, aponta INPE

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O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) divulgou nesta segunda-feira, 6, o levantamento de alertas de desmatamento, referentes aos meses de março e abril deste ano. Segundo os dados apresentados, enquanto a tendência na Amazônia Legal foi a redução na área desmatada em cerca de 50%, no Tocantins a situação é diferente. Enquanto em março e abril de 2012 o Estado apresentava menos de meio km² de desmatamento, a área desmatada no mesmo período  de 2013 chegou a quase 8 km².

Segundo os relatórios de março e abril do Sistema de Detecção do Desmatamento em Tempo Real (DETER), as áreas de alerta de desmatamento e degradação na Amazônia chegaram a 175 km² nesse período. Os dados são obtidos baseados em satélites do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Conforme o relatório, o Tocantins apresentou 1,23 km² de desmatamento em março, contra 6,56 km² em abril, totalizando 7,78 km² de área total desmatada. Deste modo, o crescimento da área desmatada no Estado no intervalo de um mês foi de 433%. Já em março de 2012 o Deter não detectou desmatamento no Tocantins, e em abril do mesmo ano, 0,48 km² foram desmatados.

Interpretação

Para o diretor de Políticas e Instrumentos de Gestão Ambiental da Secretaria do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SEMADES), Rubens Pereira Brito, as limitações tecnológicas e o clima chuvoso interferem no resultado. “Embora o bioma de Cerrado seja bastante diferente do Amazônico, o satélite efetua a leitura da mesma forma, o que pode induzir a erro”, explicou. “Além disso, tivemos menos chuvas em abril do que em março, o que significa uma menor concentração de nuvens nesse período, o que possibilita melhor leitura do satélite, e não necessariamente o crescimento da área desmatada”, frisou.

Para Brito, os relatórios dos meses de tempo seco no Estado apresentam resultados mais fidedignos. “Como o céu estará mais limpo, os dados apresentados estarão mais próximos da realidade”, disse. Outro fator que deve ser considerado, segundo o técnico, é que a área desmatada não necessariamente corresponde à prática ilegal. “Hoje temos os desmatamentos autorizados pelo Naturatins, mediante compromisso de reflorestamento pela empresa”, frisou. “Portanto, não é possível afirmar que toda essa área desmatada corresponde a prática ilegal da atividade”, ressaltou. (JT)

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