Uma movimentação atípica registrada no sábado (17) chamou a atenção de moradores da região central de Araguatins, no Bico do Papagaio, especialmente nas imediações de uma área residencial próxima ao cemitério municipal. A cena, observada durante a tarde, expôs mais um ponto sensível do cotidiano urbano: a circulação e a venda de entorpecentes em locais frequentados por famílias, estudantes e trabalhadores.
No local, foram encontradas 33 porções de crack, além de mais de R$ 1 mil em dinheiro e três aparelhos celulares, indícios frequentemente associados à distribuição da droga em pequena escala. O material apreendido reforça a percepção de que a prática não é isolada e se sustenta por meio de uma rede organizada, que utiliza meios simples para manter a atividade em funcionamento.
Duas pessoas, mãe e filho, já conhecidas por envolvimento anterior com o mesmo tipo de crime, foram detidas novamente. Ambos estavam em cumprimento de pena em regime semiaberto, o que reacende o debate sobre reincidência, vulnerabilidade social e a dificuldade de romper ciclos ligados ao tráfico, especialmente em cidades de médio porte como Araguatins.
Casos como este costumam gerar forte repercussão entre moradores, que compartilham relatos e cobram ações coletivas para reduzir a presença das drogas no dia a dia da cidade. A exposição do problema, somada à participação da comunidade por meio de denúncias e vigilância informal, tem sido apontada como um dos caminhos mais eficazes para inibir a expansão desse tipo de atividade e proteger espaços públicos sensíveis.




