Araguaína vive um avanço acelerado da dengue e os números dos últimos dias acenderam o sinal máximo de alerta. Em apenas nove dias, os casos confirmados saltaram de 502 para 923 — um crescimento superior a 80% no período. As notificações também dispararam: passaram de 1.418 para 2.114 registros, indicando intensificação da circulação do vírus no município. Três óbitos já foram confirmados e outras duas mortes seguem sob investigação.
O cenário epidemiológico revela ampla disseminação da doença. Atualmente, 85% dos bairros apresentam casos prováveis e 73% já registram transmissão ativa. Araguaína Sul, Monte Sinai, São João, Vila Azul, Nova Araguaína, Setor Santa Terezinha, Setor Oeste, Setor Carajás e Raizal estão entre as áreas com maior incidência. Especialistas alertam que, quando a transmissão alcança esse patamar territorial, a contenção exige ação coletiva imediata.
As equipes de campo intensificaram o combate ao mosquito. Até o momento, foram tratados 605 depósitos, eliminados 1.878 recipientes e erradicados 1.263 focos do Aedes aegypti. Apenas entre os dias 12 e 19, mutirões removeram 701 focos, enquanto bloqueios químicos eliminaram outros 562. Também foram recolhidos 200 pneus, considerados ambientes críticos para proliferação. O fumacê percorre bairros prioritários em três ciclos, aplicados ao amanhecer e ao entardecer, períodos de maior atividade do vetor. Desde o início da operação, mais de 48 mil imóveis foram alcançados.
Um dos entraves enfrentados é a recusa de moradores em permitir a entrada dos agentes de combate às endemias. Já foram registradas 55 recusas este ano — número quatro vezes superior à média histórica para o mesmo período. Em algumas residências foram identificados mais de 40 criadouros, o que compromete toda a vizinhança. A população pode denunciar focos pelos telefones (63) 3411-7125 ou WhatsApp (63) 99131-7597. Especialistas reforçam que eliminar água parada e permitir a vistoria são medidas simples, mas decisivas para interromper o avanço da dengue em Araguaína.




