
Detentos do sistema prisional de Augustinópolis encerraram, na tarde desta terça-feira (17), uma greve de fome que já perdurava alguns dias, após uma reunião realizada na Cadeia Pública local, entre eles e o juiz da comarca de Augustinópolis, doutor Jeferson David Asevedo Ramos, que contou com a presença de policiais militares e agentes penitenciários. Os presos iniciaram a manifestação sob a alegação de que a comida servida a eles era de má qualidade, pois a carne era mal passada, além de arroz e feijão requentados, o que chamou a atenção do judiciário.
Eles alegam ainda, que a alimentação servida não está atingindo o peso de 700 gramas, que deveriam ser distribuídos em 250 gramas de arroz, 250 gramas de feijão, 150 gramas de carne e 50 gramas de salada. Um dos marmitex servidos foi pesado na presença do juiz, sendo que atingiu apenas 410 gramas, confirmando, assim, a versão dos presidiários. Diante dos fatos, o magistrado determinou à empresa responsável pelo fornecimento da alimentação, que resolva o problema.

Além disso, os detentos reivindicaram ao juiz, que sejam revisadas as progressões de penas, porém ele informou que isso só pode ser feito após peticionamento dos advogados de defesa ou defensor público. Por fim, os encarcerados reclamaram, que após a deflagração da greve da Polícia Civil, as visitas familiares foram prejudicadas e pediram que esse problema fosse resolvido. (Patrulha na Net)




