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segunda-feira, fevereiro 2, 2026
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AUGUSTINÓPOLIS: Pai araguatinense chora morte de filho sem atendimento no IML

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Pedro Primo Neto, pai do motorista Jefté Silva Primo

Enquanto o Diário Oficial sai todos os dias recheado com dezenas de nomes de assessores, a população do Bico do Papagaio continua sofrendo com o descaso absurdo e da incompetência do governo Marcelo Miranda (PMDB).

Mais uma voz clama no deserto do abandono e do descaso. Essa vez é o agricultor, Pedro Primo Neto, pai do motorista Jefté Silva Primo, de 32 anos, que foi morto em um bar no povoado Bacaba, município de Araguatins, neste domingo, 7. Ele foi assassinado pela própria esposa.

Após o crime, o corpo foi recolhido e transportado para o Instituto Médico Legal (IML), de Augustinópolis e lá, foi onde a dor da morte, voltou a ser desrespeitada. Segundo informou a família, o corpo de Jefté ficou abandonado na frente do órgão por cerca de 20 horas, à espera de um médico legista para fazer o exame cadavérico. “O médico não compareceu para cumprir com sua obrigação e a outra opção seria conduzir o corpo até a cidade de Araguaina, até me informarem que isso também não seria possível devido a problemas de mecânica no único rabecão do órgão”, contou Pedro Primo, pai da vítima.

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“Alem disso o freezer que conservaria o corpo já vem sendo corroído pela ferrugem e está desligado há vários dias, porque segundo os servidores de plantão, também apresenta diversos problemas, o que deixou o corpo de Jefté já em inicio de decomposição. No fim desta segunda-feira, depois de nossa família praticamente implorar aos superiores do órgão, o corpo do meu filho foi levado ao IML de Araguaína, mas foi necessário desembolsar a quantia de R$ 3.500 (três mil e quinhentos reais) para contratar uma funerária que realizou os serviços funerários, incluindo o translado de retorno do corpo para ser velado em nossa casa, gasto que não seria necessário caso o serviço tivesse sido prestado pelo IML da nossa região”, disse indignado o pai.

“Minha família e eu, estamos indignados com essa situação, pois além do sofrimento, dos gastos e da espera para velar o corpo do nosso amado filho ainda nos sentimos humilhados pelo IML e pelo governo do estado do Tocantins que de fato tem a obrigação de prestar os serviços requisitados. Enquanto isso continuar acontecendo no Bico do Papagaio, muitas famílias assim como a minha continuarão a sofrer, sendo impedidas de velarem seus mortos com dignidade”, concluiu.

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