O município de Rondon do Pará, no sudeste do Estado, recebeu nesta quinta-feira (22) equipes da Defesa Civil e da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano e Obras Públicas (Sedop) para avaliar o impacto das erosões causadas pelas fortes chuvas que atingem a região sudeste do Pará. Nove crateras em estado crítico foram registradas no município. O resultado da avaliação das erosões e as ações emergências que serão tomadas serão divulgadas nesta sextafeira (23).
Segundo Dirceu Barbosa, engenheiro da Prefeitura de Rondon do Pará, a chegada das equipes ajuda a avaliar a situação, principalmente em relação ao risco à população. “O município de Rondon entrou com pedido de situação de emergência. Em seguida, decretou estado de calamidade pública e enviou os relatórios para a Defesa Civil. O prefeito, então, entrou em contato com o vice-governador do Estado, pois não temos recursos para arcar com as despesas de obras desse porte”, disse o engenheiro.
De acordo com o capitão William Silva, da Defesa Civil, recursos federais podem ser requeridos para evitar estragos maiores. “Vamos nos reunir para traçar as metas de contenção da erosão. Ao mesmo tempo, uma equipe vai elaborar um planejamento a fim de conseguir recursos federais e estaduais para ajudar nas obras emergenciais e permanentes”, explicou o capitão William Silva.
William explica ainda que existe a necessidade imediata de aumentar o perímetro de isolamento da área. “Como percebemos que existem casas bem próximas da erosão, pode acontecer de elas serem dragadas pelo buraco. Como ele é uma estrutura monolítica, vai arrastar as casas vizinhas até que o solo se estabilize. Por segurança, a gente deve isolar esta área e manter um monitoramento diário. Esta medida vai depender do fator chuva e do quanto este processo de erosão ainda vai evoluir”, detalhou o capitão.
Para Sérgio Paixão, coordenador de Planejamento e Fiscalização da Sedop, o problema é maior do que a equipe imaginava. “Fomos ao primeiro ponto crítico apontado pela prefeitura na reunião com o vice-governador, a Rua Bahia. O material está todo desplacado e o buraco cresce. A galeria de esgoto e o período de chuvas contribuem consideravelmente para o avanço das erosões. Já existe a tendência de evolução do problema, pois alguns materiais da encosta do barranco já estão soltos”, explicou o coordenador.





