O deputado federal Wladimir Costa (SD) ingressou na sexta-feira, 5, com uma queixa-crime contra Helder Barbalho e Jader Filho, proprietários do jornal Diário do Pará, pelos crimes de calúnia e difamação. O parlamentar alega que vem sendo alvo de constantes ataques políticos pela família Barbalho após o fracasso de Helder nas eleições. O mesmo procedimento será impetrado contra os senadores Jader Barbalho e a deputada federal Elcione Barbalho no Supremo Tribunal Federal (STF), já que ambos possuem foro privilegiado.
Na ação, Wladimir Costa acusa o jornal dos Barbalhos de ter noticiado informações inverídicas sobre os processos que já respondeu no Supremo Tribunal Federal, com o objetivo de atacar-lhe a honra. Em texto publicado no dia 16 deste mês, sob o título “STF investiga Wladimir Costa por peculato”, o jornal acusa o deputado federal de ter sido denunciado pelo Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, por se utilizar de “laranjas” para criação da ONG Instituto Nossa Senhora de Nazaré de Barcarena.
“O intuito não é fazer uma matéria jornalística, mas semear intrigas e fofocas com a única intenção de me caluniar e difamar. O que eles querem é denegrir minha imagem como político”, afirmou Wladimir Costa.
O advogado dele, André Eiró, explica que o jornal dos Barbalhos incorreu no crime de calúnia quando acusa o deputado de responder por peculato mesmo sendo sabedor que o Inquérito 3884 é baseado em denúncias infundadas e que o procedimento de apuração ainda não tem sequer denúncia ou ação penal formalizada. E ainda pelo crime de difamação por manipularem as informações, segundo ele, utilizando de expressões tendenciosas e de efeito para confundir a opinião pública a formar uma imagem deturpada da honra do parlamentar.
“As frases são manipuladas para que o público leitor confunda a suspeita com a culpa, com a intenção de que o querelante já fosse cabalmente culpado, numa verdadeira tentativa de condenação precipitada do querelante perante a opinião pública”, afirmou André Eiró, no processo. Ele ressalta que, ao divulgar o teor de um documento sigiloso de um inquérito que tramita em segredo de justiça, o jornal dos Barbalhos incorreu em mais um crime, o de quebra de segredo de justiça, previsto no art. 10 da Lei n.º 9.296/96.
Na ação, o advogado explica ainda que os demais processos que o jornal dos Barbalhos também diz que o deputado responde na Justiça foram arquivados. Em um deles, a Ação Penal 474, Wladimir Costa foi absolvido. Na Ação Penal 415, a punibilidade foi extinta.
Perseguição
O deputado explica que mesmo nos 11 anos em que era filiado ao PMDB já era alvo de perseguições. A situação que se agravou após ele ter criado o partido Solidariedade no Pará e, sobretudo, após o resultado das últimas eleições. “Dentro do próprio partido sofri inúmeras perseguições e hostilidades porque não aceitava os ditames barbalhistas. Eles queriam um deputado para chamar de seu, que servisse aos interesses deles, e não para defender a sociedade, e isso eu não aceitei”, afirmou Wladimir Costa.
Segundo o parlamentar, após o pleito, Helder Barbalho passou a atribuir a ele a autoria de vídeos e fotos satirizando a aliança do peemedebista com o candidato ao Senado Jeferson Lima, como uma charge da nota de R$ 100. “O que não é verdade. Mas, como forma de vingança, iniciaram ataques à minha honra objetiva e subjetiva e de meus familiares nos veículos de comunicação do Grupo RBA, com intuito assacar a minha imagem junto à opinião pública”, reclamou.
Além de Helder Barbalho, Jader Filho, Jader Barbalho e Elcione Barbalho, a ação também é interposta contra o editor executivo do jornal dos Barbalhos, Gerson Nogueira, e contra a repórter Luiza Mello. (O Liberal)





