O ex-governador Carlos Henrique Gaguim entregou nesta terça-feira, 3, à Executiva Nacional do PMDB ofício informando sua renúncia ao cargo de vice-presidente do Diretório Estadual. Com a renúncia, pode ser aberto caminho para o acordo entre grupos que disputam a liderança do diretório estadual e que define o ex-governador Marcelo Miranda e a senadora Kátia Abreu como candidatos ao Governo e Senado em 2014.
A rejeição de Gaguim ao acordo chegou a inviabilizar o fim da divisão interna que o PMDB vive a quase um ano por meio da disputa entre o presidente estadual eleito, Junior Coimbra e o grupo dos “Autênticos”.
Na semana passada, o presidente Nacional do PMDB, senador Valdir Raupp (RO), nomeou o senador Waldemir Moka (MS) como relator do pedido que, por telefone, explicou que “o desprendimento do Gaguim é importante. É o último que não tinha renunciado e isso possibilita o acordo. Talvez não tenha necessidade de intervenção.” Moka disse que pretende submeter relatório até a próxima quarta-feira.
A renúncia, segundo Gaguim, aconteceu para evitar conotações inadequadas de sua negativa ao acordo. “Entrei para unir os dois lados, para tentar fazer uma oposição coerente. Eles cogitaram me expulsar do partido se eu não renunciasse. Cogitaram isso como se eu estivesse inviabilizando a oposição no Estado”, disse em referência à Executiva Nacional.
Questionado sobre a afirmação de Gaguim, o ex-deputado federal João Henrique (PI), membro da Executiva Nacional, negou. O deputado federal Oswaldo Reis, do grupo dos “Autênticos”, também negou qualquer pretensão do partido em expulsar Gaguim da sigla. “Com essa renúncia ficou bom para fazermos um acordo político. A chapa está definida e agora vamos esperar a composição com outro partido.” Reis disse que ainda não há definição de alianças.
Raupp considera que a aliança “ideal” no Estado é a repetição da aliança nacional com o PT. Possibilidade negada pelo presidente estadual do PT, Donizeti Nogueira. (Jornal do Tocantins)




