Técnicos da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Pará, representantes dos 11 municípios, que formam a área de influencia da Hidrelétrica de Belo Monte, no Xingu, estarão reunidos até esta quinta-feira, 7, em Altamira, para avaliar a utilização do Sistema de Informações Geográficas e Ambientais (SIGA). A tecnologia desenvolvida pelo Laboratório de Geotecnologia da Emater, em parceria com o Ministério do Meio Ambiente e a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), visa agilizar a Emissão do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e permitir a eficácia ainda maior dos dados das propriedades rurais que terão o documento emitido.
O SIGA se propõe à criação de um novo fluxograma de inserção do CAR no Sistema de Informação, Monitoramento e Licenciamento Ambiental (SIMLAM), gerenciado pela Sema, trabalhando a emissão dos dados em bloco, diferente do trabalho realizado atualmente, em que as informações são inseridas individualmente no sistema. Com o SIGA será possível inserir vários cadastros de uma única vez.
O desenvolvimento do sistema propõe uma integração com a Secretaria de Estado de Meio Ambiente, órgão que recebe todos os dados emitidos no campo no que se refere ao CAR. Hoje, para a inserção individual dos dados do CAR são necessários pelo menos 50 minutos. Com o SIGA, a Emater, quer triplicar esse volume.
No último ano, a Emater, emitiu cerca de seis mil cadastros em favor de agricultores familiares, detentores de até quatro módulos fiscais de área, cumprindo 30% da meta a que a empresa se propõe na região, conforme acordo com o MMA.
A engenheira agrônoma da Emater, Leila Maria, que atua em Placas, disse que a tecnologia utilizada pelo SIGA, em geral, é bem mais didática. “Certamente que com o desenvolvimento do sistema conseguiremos avançar ainda mais”, garantiu a técnica, lembrando que quase 50% da meta de emissão de cadastros em Placas já foram cumpridos. No município, pouco mais de mil documentos precisam ser elaborados.
Durante o treinamento, os técnicos terão acesso às imagens de satélite fornecidas pelo Ministério do Meio Ambiente. O material repassado já do ano de 2011, tem maior cobertura da área cadastrável de atuação do projeto. “A ideia é que até o final de 2014 a meta esteja cumprida”, disse Jamerson Viana, geógrafo da Emater.





