O Sindicato dos Combustíveis do Pará anunciou que preço do diesel combustível sofrerá um novo reajuste. Este é o terceiro aumento do Diesel no Pará em 2013 e, segundo o Departamento Intersindical de Estudos Socioeconômicos (Dieese), deve impactar no bolso da população: como o Pará importa alimentos de outros estados, grande parte dos itens da cesta básica do paraense chegam aos pontos de venda por via rodoviária, fazendo com que o aumento dos combustíveis tenha uma relação direta com a alta no preço de produtos básicos.
De acordo com o diretor secretário do Sindicato dos Combustíveis do Pará (Sindicombustíveis), Ovídio Gasparetto, o aumento é nacional. “Esse foi um aumento dado pelas refinarias. O governo não nos avisou: já recebemos os combustíveis com aumento. As distribuidoras repassaram o aumento para os revendedores”, explica.
Ainda de acordo com Gasparetto, o aumento é na variedade conhecida com diesel S10, que possui baixo teor de enxofre e é a única variedade cuja comercializção é autorizada em Belém. Por conta disso, o reajusta também está sendo negativo para os revendedores da capital, onde o preço médio do litro é de R$ 2,440 de acordo com levantamento do Dieese. “Hoje temos um os combustíveis mais modernos do mundo, mas o preço causa prejuízos aos postos. Pontos de venda próximos da capital comercializam Diesel de baixa qualidade com preços mais baratos”, critica.
Segundo o economista Roberto Sena, o aumento é de 0,025 centavos por litro, mas devemos considerar que a alta acumulada nos reajustes de janeiro e março chega a 11%, enquanto a inflação no período de janeiro e maio de 2013 foi de apenas 3,15%.
“Com os 11% de reajuste o impacto tem sido um tormento, já que os aumentos anunciados acabam sendo sempre maiores ao chegar no consumidor. Importamos mais da metade dos alimentos consumidos no estdo, o que gera um efeito cascata. Este novo aumento vai precipitar a inflação e o impacto ao consumidor final”, avalia Sena.




