Por orientação do Sindicato dos Médicos no Estado do Tocantins (SIMED), os médicos credenciados ao Plansaúde vão interromper os atendimentos com medo de “calote”.
“A orientação é que os atendimentos aconteçam de forma imediata. As faturas entregues em dezembro e que deveriam ter sido pagas em janeiro, até esta quarta-feira, 13, estão atrasadas. Além desta, já existem três prestações de serviço sem ser quitadas”, criticou a presidente do SIMED, Janice Painkow, afirmando que os médicos estão com medo de levar “calote”.
Ela foi enfática ao afirmar que a situação “não é justa” nem para o usuário e tampouco para os médicos. “O valor do plano é subtraído religiosamente da folha de pagamento do usuário e nem para o profissional que, atualmente, está pagando para sustentar o Plansaúde”, ressaltou Janice.
Para a presidente, o governo não tem um mecanismo de cobrança. “Quando ele [o governo] passa o dinheiro para a confederação, ele não tem como cobrar o repasse”, disse.
Segundo ela, o governo não tem um plano de gestão para o futuro do Plansaúde. “O contrato entre a Confederação Unimed Centro-Oeste Tocantins, termina agora no dia 15 de abril e até o momento nada foi discutido a respeito”, lembrou a presidente.
Os médicos temem que o pagamento dos débitos não ocorra e a classe leve “calote”. “Para que isto não ocorra, a nossa orientação é suspender mesmo os atendimentos. Ninguém tem obrigação de trabalhar e não receber. Já estamos terminando o mês de março e o governo não se posiciona a respeito”, desabafou.
O retorno das atividades dos médicos, ainda conforme a presidente, só será normalizada quando o governo regularizar as tabelas em atraso. “A nossa orientação é parar até que a situação seja totalmente ajustada”, afirmou.
Diversos usuários do plano já procuram a imprensa para reclamar do Plansaúde. Lazaro Teles contou que sua esposa marcou consulta no Hospital Dom Orione em Araguaína e não conseguiu atendimento. “Para minha surpresa ligaram para cancelar a consulta. alegando não atenderem mais pelo Plansaúde. Não vejo outra forma que não seja o cancelamento desse plano, pois 6% do salário é muito para não ter atendimento”, disse Teles. A servidora pública Paula, afirmou que todo os meses vem descontado no salário o plano, mas quando tem buscado atendimento nunca encontra vaga. “Marca um exame com urgência demora 30 dias, estamos pagando pra morrer aos poucos, o que estão fazendo com o nosso dinheiro? O proprio governador disse em campanha que se não roubar dá pra fazer. E ai o que falar?”, ironizou a usuária. (Com informações do Portal CT)




