O escritório local da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater) em Pacajá, na região da Transamazônica, está promovendo reuniões junto às comunidades localizadas nas vicinais da rodovia para mobilizar e informar os agricultores sobre a importância do Cadastro Ambiental Rural (CAR), que vem sendo elaborado pelos técnicos desde janeiro. A meta é cobrir 3.217 propriedades naquela área até o fim do ano, de acordo com um convênio assinado pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA). Nos próximos dias 20 e 22 de março a equipe da Emater estará na Vila dos Bodes e na Vicinal do Km 338, respectivamente.
“São reuniões destinadas à troca de conhecimentos, para que possamos explicar o processo e confirmar o apoio dos agricultores, no sentido de facilitarem o acesso às propriedades e a coleta de dados”, diz o chefe do escritório local da Emater, o técnico agrícola Saulo Tavares. As famílias em questão vivem em áreas de 50 a 100 hectares, tendo como principais atividades a pecuária de corte – salvo uma ou outra destinada à produção leiteira -, o plantio de cacau e roças de feijão, milho, arroz e mandioca.
“Considerando as diretrizes do novo Código Florestal, observamos de antemão que, à exceção dos moradores das Áreas de Preservação Permanente (APP’s), a maioria dos agricultores se encontra regular em termos de preservação ecológica, porque ocupa as áreas há mais de 30 anos. Então quase todos os episódios de desmatamento são anteriores a 2008”, explica Tavares.
De acordo com o chefe do escritrio local, a Emater já vem orientando as famílias das APPs, que ficam às proximidades de igarapés e rios, em projetos de reconstituição da vegetação original, com descanso das áreas ou até mesmo reinserção de espécies nativas da região, como açaí e mogno. (Aline Miranda)




