Publicidadespot_imgspot_imgspot_imgspot_img
domingo, janeiro 25, 2026
Publicidadespot_imgspot_imgspot_imgspot_img
Publicidadespot_imgspot_imgspot_imgspot_img

Sagri coordena estudos sobre a produção de borracha natural no Pará

Noticias Relacionadas

Em reunião nesta quarta-feira, na Secretaria de Estado de Agricultura (Sagri), o grupo de trabalho formado para as pesquisas de heveicultura (cultura da borracha vegetal) no Estado avançou nos estudos, mostrando os projetos já consolidados para o Programa de Desenvolvimento da Cadeia Produtiva da Borracha Natural no Pará, que é coordenado pela Sagri.

O grupo é formado por técnicos da Sagri, Federação da Agricultura e Pecuária do Pará (Faepa), Comissão Executiva de Planejamento da Lavoura Cacaueira (Ceplac), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra) e Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Pará (Emater).

O Pará já foi um dos maiores produtores de borracha natural do Brasil. Hoje, responde apenas por 1,2% da produção, que tem o Estado de São Paulo como maior produtor, seguido da Bahia e de Mato Grosso. Os estudos sobre o cultivo da borracha começaram em setembro deste ano, quando a Sagri fez um workshop sobre o assunto, no qual o grupo de trabalho foi formado.

A reunião desta quarta-feira foi a terceira, e recebeu os projetos que se encaminharão para três vertentes do programa: plantação de seringueiras em sistemas agroflorestais, plantação em áreas de escape climático e revitalização de seringais nativos.

O programa de plantação em sistemas agroflorestais foi apresentado por Luiz Pinto, da Ceplac. Ele mostrou uma planificação que cobrirá um período de 20 anos (de 2014 a 2034), quando a plantação de seringueiras será consorciada com a de cacau. O programa também prevê que as mudas de seringueiras sejam melhoradas geneticamente por meio de clonagem.

Luiz Pinto não tem dúvidas que o programa terá sucesso. “Estamos nos preparando para a perenização da produção de borracha no Pará. Será um programa de longa duração, com o qual vamos recuperar áreas degradadas pelo homem, isto é, vamos plantar florestas de cacau e seringueira”, aposta.

Plantio

Embrapa e Ufra são responsáveis pelo programa de heveicultura em áreas de escape climático. O estudo tem foco onde as seringueiras se adaptem melhor em relação ao clima e trabalha com nove microrregiões do Estado (Itaituba, Altamira, Tucuruí, Paragominas, São Félix do Xingu, Parauapebas, Marabá, Redenção e Conceição do Araguaia), cobrindo um total de 53 municípios. Nesses locais, o programa prevê a plantação de seringueiras em áreas de pastagens abandonadas, degradadas e nas conhecidas como capoeirinha.

A meta é a plantação de 40 milhões de seringueiras em 100 mil hectares, que ficarão sob a responsabilidade dos pequenos produtores da agricultura familiar. A plantação também será consorciada com o cultivo de banana, café e mogno africano.

Para os agricultores, não haverá prejuízo, tanto na plantação de seringueiras em sistemas agroflorestais como em áreas de escape climático, ainda que o resultado do cultivo de uma seringueira seja de seis a sete anos. Com a plantação consorciada, o produtor terá resultados mais imediatos com os outros cultivos, como o cacau.

Segundo a engenheira agrônoma da Embrapa Maria Pilar Neves, que fez a apresentação do programa em áreas de escape climático, o sucesso vai depender bastante da agricultura familiar. “É importante para a sobrevivência do programa que os agricultores se juntem em cooperativas ou associações, que eles sejam capacitados e que a pesquisa esteja sempre presente”, disse.

Segundo Paulo Soares, da Faepa, que apresentou o programa de revitalização de seringais nativos, o Pará tem hoje cerca de 35 milhões de seringueiras nativas improdutivas, obsoletas e inviáveis por terem a exploração baseada num cultivo do passado. Essas plantações estão principalmente em áreas ribeirinhas, como no município de Melgaço, e têm um projeto piloto em Anajás.

Paulo Soares diz que o modelo futuro de exploração será o de manter a floresta com sustentabilidade. “Vamos partir para o treinamento de novos produtores e assim reativar a cadeia produtiva, tornando a economia local viável e correta ambientalmente”, esclareceu. O programa prevê que 52 mil famílias de ribeirinhos sejam beneficiadas pelo programa, que terá resultados em curto prazo e a custo baixo.

De posse dos três projetos, a Sagri vai consolidar o programa, que deve ser lançado em 2013. “Com o programa fechado e divulgado, vamos buscar interessados e mostrar o que se propõe, como pesquisas, a capacitação dos agricultores e orientação sobre formas de financiamento, entre outras ações”, informou gerente de agronegócio da Sagri, Sérgio Menezes.

- Advertisement -spot_imgspot_imgspot_imgspot_img
- Advertisement -

Ultimas noticias