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sexta-feira, janeiro 23, 2026
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Postos de combustíveis eram usados para lavar dinheiro em Araguaína

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Policiais federais dos Estados do Pará, Maranhão e Tocantins, em operação conjunta com o Ministério Público Federal (MPF), deram início nesta segunda-feira, 3, à Operação Turuna, que tem como objetivo investigar e combater uma organização criminosa que estaria praticando lavagem de dinheiro proveniente do tráfico internacional de drogas. Para isso, usavam uma rede de postos de combustíveis. Na manhã de ontem, foram cumpridos oito mandados de busca, apreensão e ordens judiciais de sequestro de bens em nas residências e escritórios de alguns empresários em Araguaína.

Na ação apenas um dos investigados foi preso, acusado de porte ilegal de armas, pois durante as buscas em sua residência os policiais encontraram uma espingarda calibre 20 e um revólver calibre 22 sem registro. O nome do preso não foi divulgado. De acordo com o delegado federal Elzio Vicente da Silva, é possível que haja mais de dez pessoas envolvidas no esquema. Apesar da ação na rede de postos de combustíveis, as unidades da empresa continuaram funcionando. O nome da rede não foi informado pela polícia.

De acordo com o procurador federal da subseção judiciária de Araguaína, João Raphael Lima, a organização vem sendo investigada há pelo menos três anos e teria recebido dinheiro oriundo do tráfico de drogas praticado por outras organizações criminosas, desarticuladas nas operações Diamante e Pérola, deflagradas em 2002 e 2009, respectivamente, que levaram à prisão dos traficantes Leonardo Dias de Mendonça (condenado a oito anos e dois meses em regime fechado) e Emílio Teixeira Campos (condenado a 18 anos e seis meses de prisão em regime fechado).

Além do tráfico de drogas, de acordo com a Polícia Federal (PF), outras investigações estão sendo feitas. Os envolvidos podem estar ligados também a outros crimes, como formação de quadrilha, falsidade ideológica e sonegação fiscal.

Esquema

Segundo a PF, os suspeitos se utilizavam de uma rede de postos de combustível em Araguaína. “Nos postos era praticado o transbordo, que consiste na realização de vendas simuladas: as bombas registravam a saída de combustível, sem a venda de fato do produto, que era devolvido para o tanque subterrâneo do posto”, explicou o delegado federal Marcelo Queiroz. “Além de inserir capital ilícito no mercado, os envolvidos praticavam a concorrência desleal, levando concorrentes à falência”, explicou o procurador João Raphael Lima.

Durante o cumprimento dos mandados foi realizada a apreensão de documentos, que serão enviados para análise em Palmas. “Durante a análise do material apreendido é possível que surjam novos nomes”, completou o delegado Elzio Vicente da Silva. Se constatado o crime de lavagem de dinheiro, os acusados estão sujeitos a pena de três anos de reclusão. (Mara Santo e Glaúcia Mendes/Foto: Mara Santos – Jornal do Tocantins)

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