O trecho da BR-135 que vai da Estiva à Bacabeira já está recebendo os preparativos para início das obras de reforma e duplicação da pista. Segundo o DNIT, Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes, os serviços estão em ritmo avançado. A dificuldade encontrada pelos engenheiros é o grande fluxo de veículos na rodovia.
No primeiro semestre deste ano, dos 615 acidentes registrados na BR-135, mais de 50% foram entre São Luís e Bacabeira. Os mais graves também aconteceram neste trecho. O consórcio de empresas, responsável pela duplicação da BR-135, reconhece a dificuldade que vai enfrentar com o trânsito pesado de Perizes. “Vai aumentar bastante o volume de tráfico de caminhões transportando material, só pra ter uma ideia, nós vamos ter em torno de um milhão de toneladas de brita para a execução das fundações lá”, explica o engenheiro Roniery Fernandes.
A obra não chegou ainda ao Campo de Perizes, mas o DNIT afirma que terá que remover a estrada de ferro da Companhia Transnordestina, que fica bem ao lado da pista. Segundo o superintendente do Departamento de Estrutura e Transportes no Estado, Geraldo Fernandes, já o sistema Italuís não interfere no projeto: “Nosso projeto foi licitado todo no lado direito, então o Italuís não interfirá. O que está previsto em nosso projeto é o deslocamento da ferrovia. No lugar dela seria feito o canteiro central e logo após a pista, seria deslocada a ferrovia”.
A obra de duplicação da rodovia já começou nos trechos que não precisam de desapropriação. Segundo o DNIT, antes do processo, a estrada será restaurada. O prazo para a conclusão da obra é de dois anos e a primeira etapa vai do bairro da Estiva, na capital, até a cidade de Bacabeira




