O Pará tem uma posição relativamente confortável quando o assunto é inadimplência. Segundo o Banco Central, em abril, 5,5% dos consumidores paraenses tinham financiamento ou empréstimo no banco sem pagamento há mais de 90 dias. Com esse número, o Estado tem uma das quinze menores taxas de calote do País. O dado, porém, é o pior desde fevereiro de 2012 e acompanha a deterioração nacional vista recentemente.
Um ano atrás, a inadimplência dos paraense era de 4,7%. Atualmente, consumidores do Pará têm R$ 842,8 milhões em pagamentos no cartão, cheque, crédito pessoal e financiamento de veículos e casa com atraso de mais de 90 dias. No geral, até o mês de abril, o saldo total das operações de crédito dos paraenses era de R$ 15,3 bilhões. Considerando somente as pessoas jurídicas a inadimplência chega a 2,9%, correspondente a dívidas de R$ 395 milhões.
Proporcionalmente, as populações com as maiores taxas de calote são nortistas. No Amapá, a taxa de inadimplência chega a quase 8% dos habitantes, seguido por Roraima, cuja a proporção é de 7,1%. Apesar dos dois representantes do Norte, é a região Nordeste que aparece no topo do ranking dos devedores. A média dos nove Estados da região foi de 6,12%, enquanto dos nortistas foi de 5,87%. Em compensação, a menor taxa é a da região Sul, com 4,1%, e o Estado com menos devedores é o Mato Grosso do Sul, com 3,76% de moradores devendo os seus financiamentos e empréstimos a mais de 90 dias. (O Liberal)




