Chantagem, extorsão e ameaça são ações de bandido. E quem o faz, é sim bandido. Em Augustinópolis o secretário de relações institucionais do Governo do Estado e filho do governador Siqueira Campos é suspeito de tentar comprar o apoio político do diretor da Faculdade do Bico do Papagaio (FABIC), Pablo Lopes Rêgo, se usando de recursos públicos do Governo do Estado.
O diretor geral da FABIC, Pablo Lopes, disse que no dia 28 de junho, Eduardo Siqueira Campos, mandou um avião à Araguatins para levá-lo até Palmas, pois o secretário tinha uma proposta para lhe fazer, relativo a assuntos institucionais da FABIC com o Governo do Estado. Chegando em Palmas, Pablo foi levado direto para a residência de Eduardo Siqueira Campos. Lá, o secretário propôs ao diretor que o Governo pagaria todo o debito com a instituição, que gira em torno de R$ 278.000,00 (duzentos e setenta e oito mil reais), mas condicionava o pagamento ao apoio político. Eduardo queria Plabo na coordenação de candidatos do governador Siqueira Campos no Bico do papagaio. “No dia 28 de junho de 2012, Eduardo Siqueira, a pedido de Amélio e Antônio do Bar, mandou um avião me buscar na cidade de Araguatins, juntamente com Antônio do Bar. Chegando em Palmas, na residência do secretário foi me colocado que o Estado pagaria todo o débito que tinha com a FABIC, aproximadamente R$ 278.000,00, com a condição de eu coordenar a campanha da senhora Deijanira Cayres”, garantiu Pablo Lopes.
Pablo disse ainda que os pagamentos ofertados e garantidos por Eduardo Siqueira Campos não foram feitos. Apenas os que já haviam sido autorizados a pelo menos três meses, mas só liberados oficialmente após a reunião. O valor debitado, conforme Ordem Bancária foi de R$ 95.158,62 (noventa e cinco mil, cento e cinquenta e oito reais e sessenta e dois centavos), ainda no dia 28 de junho. “Acontece que no dia 02 de julho só havia sido creditado o que já tinha sido me informado que estava autorizado a mais de três meses”, confirmou o diretor.
Na instituição o clima entre funcionários e colaboradores é de revolta. Pois o compromisso é institucional entre a FABIC e Governo do Estado, através do Proeducar que é um programa de crédito educativo, vinculado a Secretaria de Ciências e Tecnologia que firma parceria com as instituições de ensino superior e paga até 80% do valor das mensalidades de alunos pré-selecionados que atendam algumas exigências, como ter renda familiar entre um terço e três salários mínimos, não possuir diploma de curso superior, e não ter outra pessoa do grupo familiar contemplada pelo programa. Com os atrasos de mais de um ano nos repasses a FABIC entrou em dificuldade financeira, causando uma série de desconfortos. A funcionária Geiza Freire, comentou que funcionários, professores, coordenadores e principalmente os acadêmicos estão infelizes com a situação. “Os acadêmicos poderão ficar sem os benefícios do programa que foi criado para incentivar os mesmos, mas, esqueceram de avisar que para isso deixariam a Faculdade lesada, pois a comunidade em geral está ciente que a FABIC tem atualmente como arrecadação única, sobrevive exclusivamente de mensalidades de alunos e não existem outras instituições, governos, deputados que ajudem ou já ajudou a FABIC. Nossa querida Augustinópolis tem hoje 3 deputados e durante 5 anos nenhum deles tentou se aproximar, ajudar, conhecer nossa faculdade. Hoje eu, tenho certeza que o velho ditado é válido, Santo de casa não faz milagre,”, disse Geiza.
O diretor geral Pablo Lopes deve divulga uma nota oficial esclarecendo o assunto.




