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quinta-feira, janeiro 22, 2026
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Produtos florestais geram renda e aquecem a economia no Pará

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Produtos extraídos da floresta estão gerando renda no mercado paraense e conquistando consumidores nacionais e internacionais. É o que mostra o estudo “Cadeias de Comercialização de Produtos Florestais Não Madeireiros (PFNM)”, desenvolvido pelo Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará (Idesp), com a parceria do Instituto de Desenvolvimento Florestal do Pará (Ideflor).

O estudo considera análises socioeconômicas das cadeias de comercialização dos PFNM para as Regiões de Integração do Baixo Amazonas, Guamá, Rio Caeté, Xingu e Marajó. “Os diagnósticos dos PFNM descortinam uma economia invisível até então, demonstrando que no seu entorno existe uma grande movimentação de mão de obra e geração de renda, contribuindo para a valorização dos ativos florestais como alternativa sustentável ao desenvolvimento da região”, ressalta Cassiano Ribeiro, diretor de Pesquisas Socioeconômicas e Análise Conjuntural do Idesp.

Os relatórios permitem identificar possibilidades produtivas locais e regionais, entraves tecnológicos, necessidades de investimentos (de curto e longo prazo), regularização e especialização dos agentes locais e regionais, além de apontar produtos que não constam das estatísticas oficiais ou que são subestimados, e dar recomendações para melhorar a cadeia produtiva e ampliar a geração de renda.

“O diagnóstico permite ainda uma análise regionalizada sobre a importância dos PFNM. Assim, alguns produtos apresentam importância local, como os fitoterápicos, artesanatos e óleos, geralmente tendo como principal canal de escoamento as feiras nos municípios. Outros produtos, como o açaí, adquirem expressão estadual, nacional e até internacional, e exigem canais mais sofisticados de transformação e comercialização”, destaca CassianoRibeiro.

Os estudos identificaram que, na Região de Integração do Baixo Amazonas, o produto de destaque é a castanha do Brasil, popularmente conhecida como castanha do Pará, gerando uma renda bruta de R$ 71 milhões, sendo que 67% desse valor circularam fora do Estado.

Na Região do Guamá, o destaque ficou com o açaí, com 85% da renda bruta, de R$ 88 milhões, circulando dentro do Pará. O produto também se sobressaiu nas regiões do Marajó e Rio Caeté, gerando, respectivamente, R$ 690 milhões, com 52% de circulação na região, e R$ 16 milhões,  com 27% circulando fora do Estado. No Xingu, o cacau amêndoa é o principal produto, gerando R$ 1,54 bilhão, com 52% desse montando circulando fora do Pará.

Fortalecimento

Os resultados obtidos subsidiarão o Ideflor em ações que visam o fortalecimento das cadeias desses produtos. “Dentro da estratégia do Ideflor de recuperação de áreas alteradas e reflorestamento pautado em Sistemas Agroflorestais (SAF), o estudo de não madeireiros dá embasamento para que possamos discutir com os comunitários quais serão as espécies com fins comerciais que poderão ser inseridas nas ações”, informa Edson Cruz Barbosa, coordenador da Gerência de Promoção da Economia do Ideflor.

Segundo Barbosa, o objetivo do estudo é reproduzir a cadeia de comercialização desses produtos, mostrando em que nível (local, regional e nacional) estão os recursos produzidos a partir dos mesmos. “O estudo vai beneficiar toda a população paraense, mas principalmente estudantes, pesquisadores de áreas afins, agricultores e extrativistas, principalmente os povos e comunidades tradicionais e agricultores familiares (PCTAF) do Estado do Pará, que podem vislumbrar agora a força das cadeias de comercialização dos produtos oriundos de suas regiões”, enfatiza.

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