
A Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) divulgou nesta quarta-feira (16) o 16º Informe da Situação da Dengue no Pará, apontando uma queda de 48% no número de casos confirmados da doença no Estado. São 6.042 casos nos quatro primeiros meses do ano, contra 11.620 no mesmo período de 2011.
De 1º de janeiro até hoje, o Pará notificou 16.148 casos suspeitos de dengue de todos os tipos, dos quais 6.042 confirmados, sendo 5.998 de dengue clássica (DC), 32 de dengue com complicação (DCC), 10 de febre hemorrágica do dengue (FHD) e dois casos de Síndrome do Choque da Dengue (SCD).
Os municípios com maior número de notificações continuam sendo Belém (2.730), Parauapebas (2.117), Marabá (1.135), Altamira (798), Ananindeua (776), Santarém (732) e Marituba (495). Em relação aos confirmados, os municípios com mais casos são Parauapebas (1.184), Belém (705), Altamira (466), Santarém (270), Ananindeua (264), Marabá (225) e Marituba (222).
O Estado do Pará mantém uma redução de 26,39% nos casos notificados de dengue, em relação ao mesmo período do ano passado. São 16.148 casos notificados em 2012, contra 21.936 em 2011. Há redução, ainda, nos casos graves de dengue. Foram confirmados 32 casos de DCC este ano, contra 143 em 2011, e apenas 10 casos de FHD, quando no ano passado foram 32. Até o momento, foram confirmados três óbitos por dengue no Pará, ocorridos nos municípios de Parauapebas, Altamira e Ananindeua.
Vigilância
Para saber que vírus está circulando no Estado, a Sespa trabalha com Unidades Sentinelas para coletar amostras de sangue de pessoas com suspeita de dengue. Até agora, 150 amostras foram examinadas pelo Laboratório Central do Estado (Lacen), das quais 37 deram resultado positivo para dengue. Os principais sorotipos circulantes no Estado, este ano, são os tipos 1 e 4.
Apesar da proximidade do fim do período chuvoso, o Departamento de Controle de Endemias da Sespa, por meio da Coordenação Estadual de Controle da Dengue, continua realizando as ações de vigilância epidemiológica e controle do vetor, em conjunto com as Regionais de Saúde e Secretarias Municipais de Saúde.
Segundo o secretário de Estado de Saúde Pública, Helio Franco, a população deve permanecer vigilante, evitando acúmulo de água em objetos e dando o destino adequado ao lixo. “Não podemos relaxar em função da redução das chuvas, porque a dengue é uma doença que acomete pessoas o ano inteiro”, alertou.




